José António Martins O Drº Brazão de Castro há dias numa conferência de imprensa quando questionado por um jornalista, julgo que do Diário, sobre o assunto Jornal da Madeira e mais concretamente sobre a política editorial afirmou que só falou sobre a linha editorial porque os deputados lhe fizeram algumas perguntas e desta forma confirmou que a linha editorial diz respeito ao sócio Diocese do Funchal. Face à Lei e na sequência da questão do jornalista que afirmou que quem escolhe o director do JM é a Diocese e quem orienta e tem a responsabilidade do conteúdo de qualquer Jornal é o Director, logo sendo ele escolhido pela Diocese, é esta quem manda no conteúdo e na sua linha editorial. Portanto os ataques que todos têm dirigido aos conteúdos e à falta de pluralismo nas páginas do JM onde ninguém que não seja próximo do partido do Governo pode escrever deviam de ser dirigidos ao sócio Diocese do Funchal e esta por sua vez deveria defender-se o que nunca aconteceu pelo menos com este senhor bispo. Afinal são ou não responsáveis pela escolha do Director ? Se são têm de ser também responsáveis pelo seu conteúdo ou preferem manter-se calados e recebendo aqueles não sei quantos milhões de euros dos contribuintes madeirenses? Acho bem que o BE queira levar o senhor bispo ao Parlamento para se pronunciar sobre estas matérias. Quem cala consente logo a Diocese é conivente se aceita que o Jornal da Madeira seja uma arma nas mãos do partido do Governo mesmo sabendo que o seu Estatuto Editorial diz que não deve estar enfeudado a nenhum partido. Não lhes faz confusão ver tanto dinheiro ser esbanjado quando apelam para todos contribuirmos para o tal Fundo Social?