O que pode acontecer quando, à noite, se troca o percurso habitual? Quando, num gesto simples, se decide subir a rua quotidiana em vez de a descer? É uma decisão sem grande complexidade, sem grandes pensamentos ou altas intenções, apenas uns passos numa direcção oposta à ordem dos dias. Mas a realidade pode surpreender-nos até nos pequenos gestos.

Numa destas noites, em que o frio teimava em contrariar a nossa herança tropical de noites calmas e amenas, decidi pelo rumo incerto da rua certa de todos os dias. Mal tinha dado alguns passos na direcção oposta e a imagem surgiu como coisa surpreendente, incómoda, demasiado real para a iluminação da rua e a escuridão da noite que nos transforma a todos em vultos indistintos numa caminhada certa de regresso a casa. Uma mulher e um cão, dobrados sobre si mesmos, tentavam aquecer-se à luz fluorescente de uma vitrina em saldos. Dormiam, a dois tempos, animal e humano, debaixo de um mesmo destino. O destino que lhes dá a liberdade de trazerem por dentro a cidade e a noite inteira, mas que lhes dá também, por fora, a solidão que os deixa espostos como presas fáceis aos olhos de quem passa. Sem privacidade, sem história, apenas com a liberdade de serem quem são: mulher e cão numa mesma linha de uma existência transparente. Continuei os passos em rotina inversa, no lado pouco habitual da noite e da rua, mas, pelo resto do percurso, levei a imagem do cão e da mulher colada a um percurso, primeiro incerto e depois inquieto. Que história teria aquela mulher? Que passado? Como teria vindo parar a uma soleira da noite, em sono velado por um cão. Que estrada inversa decidiu fazer para deixar de ter uma história, um percurso, uma casa. Sempre achei que os domingos e as noites revelam imagens que se escondem na restante normalidade dos dias. À noite e aos domingos, as ruas estão menos povoadas e deixam expostas as imagens que se diluem nos dias cheios. Aquelas que se dissolvem na mancha humana, mas que surgem desprotegidas quando a cidade se esvazia das imagens quotidianas e organizadas. E eu que, à noite, gosto de janelas iluminadas e de imaginar a vida que corre do lado de dentro, senti o incómodo de assistir ao que apenas se imagina quando há paredes e portas, e chaves e janelas. Do avesso, a vida exposta guarda uma noite sem sonhos. Porque os sonhos só existem por dentro das casas e de nós. Ao relento de nós e das casas, existem mulheres e cães que dormem em soleiras de portas. E não há sonho nesta imagem, apenas o incómodo frio do avesso…

Numa destas noites, em que o frio teimava em contrariar a nossa herança tropical de noites calmas e amenas, decidi pelo rumo incerto da rua certa de todos os dias. Mal tinha dado alguns passos na direcção oposta e a imagem surgiu como coisa surpreendente, incómoda, demasiado real para a iluminação da rua e a escuridão da noite que nos transforma a todos em vultos indistintos numa caminhada certa de regresso a casa.

Uma mulher e um cão, dobrados sobre si mesmos, tentavam aquecer-se à luz fluorescente de uma vitrina em saldos. Dormiam, a dois tempos, animal e humano, debaixo de um mesmo destino. O destino que lhes dá a liberdade de trazerem por dentro a cidade e a noite inteira, mas que lhes dá também, por fora, a solidão que os deixa espostos como presas fáceis aos olhos de quem passa. Sem privacidade, sem história, apenas com a liberdade de serem quem são: mulher e cão numa mesma linha de uma existência transparente. Continuei os passos em rotina inversa, no lado pouco habitual da noite e da rua, mas, pelo resto do percurso, levei a imagem do cão e da mulher colada a um percurso, primeiro incerto e depois inquieto. Que história teria aquela mulher? Que passado? Como teria vindo parar a uma soleira da noite, em sono velado por um cão. Que estrada inversa decidiu fazer para deixar de ter uma história, um percurso, uma casa. Sempre achei que os domingos e as noites revelam imagens que se escondem na restante normalidade dos dias. À noite e aos domingos, as ruas estão menos povoadas e deixam expostas as imagens que se diluem nos dias cheios. Aquelas que se dissolvem na mancha humana, mas que surgem desprotegidas quando a cidade se esvazia das imagens quotidianas e organizadas. E eu que, à noite, gosto de janelas iluminadas e de imaginar a vida que corre do lado de dentro, senti o incómodo de assistir ao que apenas se imagina quando há paredes e portas, e chaves e janelas. Do avesso, a vida exposta guarda uma noite sem sonhos. Porque os sonhos só existem por dentro das casas e de nós. Ao relento de nós e das casas, existem mulheres e cães que dormem em soleiras de portas. E não há sonho nesta imagem, apenas o incómodo frio do avesso…

Uma mulher e um cão, dobrados sobre si mesmos, tentavam aquecer-se à luz fluorescente de uma vitrina em saldos. Dormiam, a dois tempos, animal e humano, debaixo de um mesmo destino. O destino que lhes dá a liberdade de trazerem por dentro a cidade e a noite inteira, mas que lhes dá também, por fora, a solidão que os deixa espostos como presas fáceis aos olhos de quem passa. Sem privacidade, sem história, apenas com a liberdade de serem quem são: mulher e cão numa mesma linha de uma existência transparente.

Continuei os passos em rotina inversa, no lado pouco habitual da noite e da rua, mas, pelo resto do percurso, levei a imagem do cão e da mulher colada a um percurso, primeiro incerto e depois inquieto. Que história teria aquela mulher? Que passado? Como teria vindo parar a uma soleira da noite, em sono velado por um cão. Que estrada inversa decidiu fazer para deixar de ter uma história, um percurso, uma casa. Sempre achei que os domingos e as noites revelam imagens que se escondem na restante normalidade dos dias. À noite e aos domingos, as ruas estão menos povoadas e deixam expostas as imagens que se diluem nos dias cheios. Aquelas que se dissolvem na mancha humana, mas que surgem desprotegidas quando a cidade se esvazia das imagens quotidianas e organizadas. E eu que, à noite, gosto de janelas iluminadas e de imaginar a vida que corre do lado de dentro, senti o incómodo de assistir ao que apenas se imagina quando há paredes e portas, e chaves e janelas. Do avesso, a vida exposta guarda uma noite sem sonhos. Porque os sonhos só existem por dentro das casas e de nós. Ao relento de nós e das casas, existem mulheres e cães que dormem em soleiras de portas. E não há sonho nesta imagem, apenas o incómodo frio do avesso…

Continuei os passos em rotina inversa, no lado pouco habitual da noite e da rua, mas, pelo resto do percurso, levei a imagem do cão e da mulher colada a um percurso, primeiro incerto e depois inquieto.

Que história teria aquela mulher? Que passado? Como teria vindo parar a uma soleira da noite, em sono velado por um cão. Que estrada inversa decidiu fazer para deixar de ter uma história, um percurso, uma casa. Sempre achei que os domingos e as noites revelam imagens que se escondem na restante normalidade dos dias. À noite e aos domingos, as ruas estão menos povoadas e deixam expostas as imagens que se diluem nos dias cheios. Aquelas que se dissolvem na mancha humana, mas que surgem desprotegidas quando a cidade se esvazia das imagens quotidianas e organizadas. E eu que, à noite, gosto de janelas iluminadas e de imaginar a vida que corre do lado de dentro, senti o incómodo de assistir ao que apenas se imagina quando há paredes e portas, e chaves e janelas. Do avesso, a vida exposta guarda uma noite sem sonhos. Porque os sonhos só existem por dentro das casas e de nós. Ao relento de nós e das casas, existem mulheres e cães que dormem em soleiras de portas. E não há sonho nesta imagem, apenas o incómodo frio do avesso…

Que história teria aquela mulher? Que passado? Como teria vindo parar a uma soleira da noite, em sono velado por um cão. Que estrada inversa decidiu fazer para deixar de ter uma história, um percurso, uma casa.

Sempre achei que os domingos e as noites revelam imagens que se escondem na restante normalidade dos dias. À noite e aos domingos, as ruas estão menos povoadas e deixam expostas as imagens que se diluem nos dias cheios. Aquelas que se dissolvem na mancha humana, mas que surgem desprotegidas quando a cidade se esvazia das imagens quotidianas e organizadas. E eu que, à noite, gosto de janelas iluminadas e de imaginar a vida que corre do lado de dentro, senti o incómodo de assistir ao que apenas se imagina quando há paredes e portas, e chaves e janelas. Do avesso, a vida exposta guarda uma noite sem sonhos. Porque os sonhos só existem por dentro das casas e de nós. Ao relento de nós e das casas, existem mulheres e cães que dormem em soleiras de portas. E não há sonho nesta imagem, apenas o incómodo frio do avesso…

Sempre achei que os domingos e as noites revelam imagens que se escondem na restante normalidade dos dias. À noite e aos domingos, as ruas estão menos povoadas e deixam expostas as imagens que se diluem nos dias cheios. Aquelas que se dissolvem na mancha humana, mas que surgem desprotegidas quando a cidade se esvazia das imagens quotidianas e organizadas.

E eu que, à noite, gosto de janelas iluminadas e de imaginar a vida que corre do lado de dentro, senti o incómodo de assistir ao que apenas se imagina quando há paredes e portas, e chaves e janelas. Do avesso, a vida exposta guarda uma noite sem sonhos. Porque os sonhos só existem por dentro das casas e de nós. Ao relento de nós e das casas, existem mulheres e cães que dormem em soleiras de portas. E não há sonho nesta imagem, apenas o incómodo frio do avesso…

E eu que, à noite, gosto de janelas iluminadas e de imaginar a vida que corre do lado de dentro, senti o incómodo de assistir ao que apenas se imagina quando há paredes e portas, e chaves e janelas. Do avesso, a vida exposta guarda uma noite sem sonhos. Porque os sonhos só existem por dentro das casas e de nós. Ao relento de nós e das casas, existem mulheres e cães que dormem em soleiras de portas. E não há sonho nesta imagem, apenas o incómodo frio do avesso…