António Freitas - Porque sou um cidadão livre, livre de pensamento e acção, não filiado nem adepto de qualquer partido, idealista e sonhador, que ama a sua terra e quer o melhor para ela; - Porque quero uma terra de futuro, para os meus filhos, onde o exercício da cidadania seja mais do que o simples voto mudo, que um cheque em branco passado aos nossos representantes políticos; - Porque não acredito em políticas sem credibilidade, que usam, abusam e esbanjam o dinheiro público, invertendo prioridades, construindo estádios, e obras marítimas de qualidade duvidosa, em detrimento de hospitais; - Porque não acredito em políticas que ignorem os devidos estudos científicos e técnicos, que numa lógica invertida, que se tem revelado ruinosa inúmeras e comprovadas vezes, colocam a decisão política à frente da decisão técnica, ignorando mesmo, muitas vezes, o desejável bom senso comum; - Porque não acredito na competência técnica dos artífices das obras do litoral no sul da Madeira, amplamente comprovada, pelos piores motivos, em que não existe uma única obra que não dê problemas; - Porque li um artigo no JM, em que um senhor, livre de pensar, mas não de escrever, denegria esta iniciativa, desvalorizando à anteriori o número de participantes, fosse esse qual fosse, numa tentativa desesperada de travar o inevitável. A esse senhor quero dizer que ainda que sejamos apenas os quatro membros do meu agregado famíliar, de mãos dadas, em cima daquele aterro terá valido a pena, pois estarei de consciência tranquila, porque tentei fazer o que achava melhor para a minha terra. A esse senhor, que denegriu e enxovalhou o bom nome do DN, no mesmo artigo, quero ainda dizer-lhe que, aqui, todos se podem expressar, desde o cidadão comum, até membros reputados do seu partido. Está em condições de garantir que o JM faça o mesmo? Um jornal pago com dinheiro dos contribuintes, para campanha de um governo? Não lhe faz lembrar outros tempos e outras ideologias políticas que abominamos? É esse tipo de sociedade democrática que defende para a Nossa Região? Talvez esteja na altura de defendermos políticas e não políticos, de defender princípios e não partidos, porque afinal se eles fossem bons não se chamariam partidos, mas sim inteiros. - E por último, porque a zona onde se encontra o aterro, desculpem, depósito de inertes, é o último resquício de uma praia que outrora existia a toda a extensão da baía do Funchal. Da minha parte vou tentar salvar a praia…