a alta velocidade despesista insular não é o hospital (...) Não venham com o argumento da demagogia. Nem venham com argumento algum. Que a Madeira há muito está doente, já se sabe, a novidade agora é que está entregue à sua sorte. Não há esperança num tratamento, nem numa intervenção de fundo. Ficamo-nos pelos paliativos a uma sociedade moribunda e cada vez mais amorfa. E também deixemo-nos de fingimentos, que o anúncio do Governo Regional apenas veio confirmar o que há muito se suspeitava. Aliás, há uns meses fugia mesmo a boca para a verdade, quando um deputado do PSD-M em Lisboa argumentava que a Região não apresentaria uma candidatura para obter financiamento do Estado e dar início à construção do novo hospital por solidariedade com a situação do país. O que Alberto João Jardim mais tem mostrado nos últimos anos é camaradagem. “Abandonamos o nosso TGV”, explicava o parlamentar. Mas a alta velocidade despesista insular não é o hospital, que todo sector da saúde considera fundamental há anos. São as marinas, os fóruns, os furados e as estradas para nenhures, os sorvedouros de dinheiro público, como os clubes desportivos e o jornal gratuito mais caro do mundo. É nesta Madeira cosmopolita e ostensiva, com o segundo PIB mais alto do país, que não há lugar para um hospital novo, que dê dignidade aos madeirenses e a quem nos visita. Houve dinheiro (milhões) para expropriar em Santa Rita, mas agora não há para concretizar a obra, que iria dar um impulso no sector da construção. Por isso, esqueçam lá essa promessa com anos e mofo, o desenho e as apresentações bonitas, que vamos dar um jeitinho e meter um ‘penso rápido’ no Hospital Dr. Nélio Mendonça. Deram-lhe outro nome, mas o hospital a que muitos madeirenses ainda chama novo, em oposição ao velhinho do Marmeleiros do tempo da I Guerra, data do salazarismo. Sem estacionamento, sem acesso a pessoas com necessidades especiais, sem camas, sem champô para os doentes. É esta a saúde da Madeira nova, mas cheia de caruncho. Agora, de facto, não há dinheiro. As torneiras fecharam. E no tempo das vacas gordas? As prioridades foram outras. É hora de pensar no novo Porto do Funchal e nas novas praias. Assim como assim, são só 40 milhões (uma ínfima parte do custo de um novo Hospital) e há eleições em Outubro. A campanha ainda não se faz nas enfermarias.
a alta velocidade despesista insular não é o hospital (...)
Não venham com o argumento da demagogia. Nem venham com argumento algum. Que a Madeira há muito está doente, já se sabe, a novidade agora é que está entregue à sua sorte. Não há esperança num tratamento, nem numa intervenção de fundo. Ficamo-nos pelos paliativos a uma sociedade moribunda e cada vez mais amorfa.
E também deixemo-nos de fingimentos, que o anúncio do Governo Regional apenas veio confirmar o que há muito se suspeitava. Aliás, há uns meses fugia mesmo a boca para a verdade, quando um deputado do PSD-M em Lisboa argumentava que a Região não apresentaria uma candidatura para obter financiamento do Estado e dar início à construção do novo hospital por solidariedade com a situação do país. O que Alberto João Jardim mais tem mostrado nos últimos anos é camaradagem. “Abandonamos o nosso TGV”, explicava o parlamentar.
Mas a alta velocidade despesista insular não é o hospital, que todo sector da saúde considera fundamental há anos. São as marinas, os fóruns, os furados e as estradas para nenhures, os sorvedouros de dinheiro público, como os clubes desportivos e o jornal gratuito mais caro do mundo. É nesta Madeira cosmopolita e ostensiva, com o segundo PIB mais alto do país, que não há lugar para um hospital novo, que dê dignidade aos madeirenses e a quem nos visita. Houve dinheiro (milhões) para expropriar em Santa Rita, mas agora não há para concretizar a obra, que iria dar um impulso no sector da construção. Por isso, esqueçam lá essa promessa com anos e mofo, o desenho e as apresentações bonitas, que vamos dar um jeitinho e meter um ‘penso rápido’ no Hospital Dr. Nélio Mendonça.
Deram-lhe outro nome, mas o hospital a que muitos madeirenses ainda chama novo, em oposição ao velhinho do Marmeleiros do tempo da I Guerra, data do salazarismo. Sem estacionamento, sem acesso a pessoas com necessidades especiais, sem camas, sem champô para os doentes. É esta a saúde da Madeira nova, mas cheia de caruncho.
Agora, de facto, não há dinheiro. As torneiras fecharam. E no tempo das vacas gordas? As prioridades foram outras. É hora de pensar no novo Porto do Funchal e nas novas praias. Assim como assim, são só 40 milhões (uma ínfima parte do custo de um novo Hospital) e há eleições em Outubro. A campanha ainda não se faz nas enfermarias.