João Pedro Fernandes (OMD: 5984) Como profissional na matéria, é com tristeza que me deparo com publicidade enganosa para o utente, todos os dias. O branqueamento dentário consiste na quebra de moléculas ricas em carbono que causam o escurecimento da peça dentária. Tem um ponto "limite" a partir do qual não branqueará mais, mas fará destruição da estrutura do dente. Ora bem, temos o branqueamento caseiro (o que mais defendo) e o de consultório (muito mais agressivo). O caseiro é feito através de placas finas próprias para receber o produto de branqueamento que o utente muda em casa, após instrução para tal. O de consultório é feito com aplicação directa de um produto, após o qual se pode aplicar, ou não, luz ou calor. Luz LED e não laser! A luz LED utilizada é semelhante à de alguns semáforos ou de faróis de automóveis (mais recentes), mas com comprimento de onda específico. O laser tem pouca aplicação para branqueamento, mas devido ao custo elevado é muito pouco ou nada utilizado para esses fins. A luz ou o calor aplicados sobre o produto de branqueamento podem ter efeito acelerador/catalisador da reacção, tornando-a mais rápida e, como tal, mais agressiva. Se há algo a reter é que, pelo que se conhece actualmente, é o produto e a sua concentração que determinam o branqueamento, mais do que a luz que se pode fazer incidir! Não é que o feito em consultório não funcione. Funciona! Mas não a laser. E a única vantagem em relação ao branqueamento caseiro é a rapidez na obtenção de resultados. Tudo o resto, na minha opinião, são pontos negativos. P.S. - Por estas e outras razões é que o branqueamento dentário deve ser feito por pessoal habilitado para o efeito. O uso de produtos de venda livre ou por pessoal não habilitado pode trazer consequências gravosas para o utente.