Diana Rodrigues Refiro-me à resposta do Sr. João Sousa, publicada em 15.02.2011. A estabilidade pessoal dos naturais da região não é - nem pode ser! - nem mais nem menos importante do que a dos não-naturais da Região. A estabilidade pessoal de todos os cidadãos é igualmente importante. Na realidade, não há, como este leitor imagina, "docentes do continente" e "docentes da Madeira"; o continente não quer ficar com "os seus" docentes, nem a Madeira quer ficar com "os nossos". Há, apenas, docentes portugueses espalhados por todo o território. Muitos são repletos de aptidão e mérito e alguns são um zero à esquerda. Tanto uns como outros são oriundos dum lado e doutro. Não considero relevantes as percentagens de docentes regionais e continentais. Com profunda gratidão e reconhecimento posso afirmar que os meus filhos tiveram a sorte de ter, em escolas na Região, excelentes professores nascidos fora da Madeira, incluindo: Pe. Vieira, Profª Aldina Abreu, Profª Florentina Santos, Pe. Joaquim (da Igreja do Carmo, infelizmente já falecido), etc. e excelentes professores aqui nascidos: Prof. Fernando Ramos, Profª Maria João (Matemática, Francº Franco), Profª Teresa Margarida, Dra. Rita Vasconcelos e muitos outros cujos nomes não é prático enumerar. Posso garantir que os maus professores, aqueles que destroem o amor-próprio e a confiança dos alunos, os que nada ensinam e só servem para semear a confusão, minar o sistema educativo e fazer desrespeitar a nobre missão que é a Educação, esses, todos sabemos, não têm local de nascimento certo. Antes tivessem, para podermos todos evitá-los! Quanto ao facto de não ser contemplado o local de nascimento como factor de colocação/selecção de professores, "quanto mais não seja por sermos sociais-democratas há mais de 3 décadas", resta-me apontar a grande contradição. Segundo a Wikipédia "a ideologia social democrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista, a fim de torná-lo mais igualitário". A palavra-chave, aqui, é "Igualitário". No que concerne aos "cortes orçamentais e tudo o que é mau vir do continente", parece-me uma forma muito simplista de encarar as coisas. Fácil, até. Implica, convenientemente, que tudo o que há e vem na e da Madeira, é bom. E o João Gonçalves Zarco: era bom, ou mau? Para finalizar, nunca ouvi chamar à Madeira "aldeiazinha atrasada"?! Contudo, parece-me que o conceito de considerar o local de nascimento para selecção de pessoal seria digna duma.