António José Gomes Mendonça Apelo a Voluntários para a criação duma Associação de Defesa dos Consumidores. Considero que o que há no mercado, sob diferentes designações, não defende minimamente os interesses dos que diariamente vão, por exemplo, ao supermercado e lidam com a prepotência duma significativa percentagem dos agentes económicos. Aliás, basta ler diariamente o Diário para nos apercebermos de constantes relatos de situações que, num País decente, com uma justiça normal, provocariam a demissão dos farsantes que ocupam determinados poleiros. O Consumidor está cada vez mais desprotegido, não obstante cada vez mais haver organismos, sobretudo Oficiais, pagos principescamente com o nosso dinheiro, supostamente vocacionados para a "DEFESA DO CONSUMIDOR", e como dizia alguém que estimo, de boas intenções está o inferno cheio!

Na verdade, uns e outros, mais públicos que privados, proliferam que nem cogumelos. O consumidor está desprotegido na informação sobre o produto, sobre a sua qualidade, na assistência pós venda, nas reparações, nos juros dos empréstimos que paga à Banca e isto a título de exemplo.

A confiança nos órgãos fiscalizadores, agora chamados de supervisores, é escassa! Aliás, quando o consumidor se queixa, esta é, na maioria esmagadora das vezes, "anestesiada, quando não destruída, em vez de lhe darem pernas para andar! Aqueles estão mais interessados em gerir o seu dia-a-dia sem levantarem ondas, do que andarem por aí a dar bordoada nas arcas dos prevaricadores. A sua independência está há muito hipotecada, pois estão numa de boas maneiras, nada de assustar a malandragem, deixá-los gamar à tripa forra que quando a coisa estoirar cá estamos nós outra vez para suportar a canga! Os Partidos Políticos, na maioria das vezes estão calados, o tema passa-lhes ao largo, aparentemente não dá votos. Os da governação, esses, através dos seus representantes (escolhidos a dedo de acordo com o servilismo ao chefe) são de um silêncio ensurdecedor, uma inactividade total em coisas concretas quanto a matéria de Defesa do Consumidor. No fim de contas, ainda têm o descaramento de publicar e divulgar relatórios em que tudo é martelado na mesma lógica dos falsificadores e candongueiros, que supostamente deviam combater. Afinal quem manda em matéria de consumo são os grandes "lobbies" do comércio. Os grandes tasqueiros! Os grandes financeiros, os importadores, os que candongam com a cumplicidade do fiscalizador! Eles é que ditam as regras! Não me conformo com este cenário. E como eu, a grande maioria das pessoas pelo que é tempo de aceitar o desafio e propor aos meus concidadãos a formação duma Associação com vista à defesa dos nossos interesses económicos, de saúde, de responsabilidades bancárias e dar luta aos bandidos de colarinho branco que gozam duma imunidade e protecção que não se compreende, e não é aceitável, numa lógica de compadrios que urge pôr termo! Uma Associação de Consumidores tem por Lei a possibilidade de utilizar tempos de antena, Conferências, Denúncias, e de se Constituir Assistente em Processos contra estas práticas! Quando se sabe que andar com um processo para a frente é uma pipa de massa, suficientemente desmotivadora do direito de exercer o que deviam ser os nossos direitos! Não podemos ficar impávidos e serenos perante a inactividade dos órgãos fiscalizadores, pois foi por essa passividade que a Banca deu o estrondo que deu e que agora vamos ter que suportar os custos. Infelizmente no nosso País as coisas não estão melhores. Tudo porque quem nos desgoverna ou quem fiscaliza não actua com a competência e zelo que deviam ter e para a qual são pagos principescamente apenas para nada fazerem! Mas também porque nós os esfolados não berramos! Quem esteja interessado em aderir que me contacte (ver nota). P.S. Dispensa-se gente à procura de "tacho". NR: O DIÁRIO fornece o contacto a quem o desejar.