Os resultados presidenciais suscitaram cogitações na oposição regional que se resumem em três ideias fundamentais. A primeira, foi a inviabilização da plataforma democrática do PS/M, acordo esse também responsável pelo desastroso resultado do candidato "oficial" do PS/M nas presidenciais; A segunda ideia, diz respeito ao clima de tensão gerado para o acordo político e a forma que poderá adoptar. Será "Plataforma Democrática"? "Juntos pela Madeira"? Que partidos a integrarão? As posições políticas têm sido extremadas, dignas de registo: - O PS acusou o PND de usar Coelho para ajustar contas com toda a oposição regional. - Coelho afirmou que os partidos da oposição regional estão todos metidos nas suas capelinhas; - O BE está empenhado para todas as convergências, mas remete a decisão, de as integrar, aos militantes. - Murmura-se mau estar no PND. Apesar dos esforços, o acordo político resiste em sortir efeitos, e mesmo que se concretize, só poderá acontecer em clima de "paz podre" ou de pleno oportunismo eleitoralista; Por fim, o terceiro considerando dirá respeito à sobrevivência desses partidos no espectro político regional. Uma análise partidária dos resultados presidenciais colocaria os partidos em aflição com uma diminuta expressão eleitoral. A oposição regional está hesitante entre o risco e a desresponsabilização directa perante, um hipotético, mau resultado eleitoral. Posto isto, aos madeirenses cabe decidir. Para além das motivações partidárias e de grupos, está em causa o futuro da Madeira.
António Trindade, Licenciado em Ciência Política