João Sousa Resposta à D. Diana Rodrigues, no dia 11/2/2011. Estou certo que a RAM tem docentes com tanto mérito e aptidão quanto os do continente e restante planeta! Não é essa a questão nem tão pouco o reflexo de uma "mentalidade tristemente enraizada na região". São vários os aspectos aqui em questão: a estabilidade pessoal dos naturais da região, a estabilidade dos quadros de escola, a estabilidade e a continuidade dos docentes, a estabilidade familiar… ou seja, a estabilidade! Estabilidade essa, que é constantemente abalada e destruída aos que aqui nasceram e aqui querem "fazer a vida", em prol de quem cá vem apenas à procura de um vínculo ou de uma profissionalização a custo zero. À Madeira chamam de "aldeiazinha atrasada" mas não perdem a oportunidade de vir para cá de malas e bagagens. Preferem esta "aldeiazinha" ao grande continente? Porquê? Os cortes orçamentais vêm do continente, as alterações ao Estatuto da Carreira Docente, vêm do continente… todos os motivos de preocupação e factores ameaçadores… vêm do continente. Pois então, o continente que fique com os seus docentes, repletos de aptidão e mérito que nós ficamos com os nossos. Desafio aqui, a quem de direito, a apresentar os valores percentuais de docentes regionais e continentais e ainda manifesto a minha profunda mágoa por não contemplarem esse factor como um dos parâmetros de selecção/colocação, nem que fosse por sermos maioritariamente sociais democratas há mais de 3 décadas. Aqui fica a minha opinião que sei que conta com a concordância de muitos leitores (maioritariamente madeirenses). Ressalvo novamente que nada tenho contra os docentes do continente. Apenas defendo que "Cada macaco no seu galho" e este galho está cheio de e para eles.