Emanuel Brás A minha carta do dia 10 foi escrita utilizando metáforas, trocadilhos só entendível pelas pessoas que estiveram na reunião no dia 7 de Fevereiro, que durante uma hora e meia estiveram a votar( levantando e baixando o braço) após meia hora de discussão. Face às questões solicitadas em carta do dia 12 informo o seguinte: No dia 20 de Dezembro perante a reacção expontânea de um grupo de associados, sobre a cessação da prestação de serviços dos médicos, que prestavam serviço na associação há 20 anos (que a todos nos surpreendeu), a resposta da Direcção foi recusar liminarmente qualquer ponto de diálogo , o que levou a maioria da Assembleia a votar contra o orçamento e plano de actividades de 2011(saliento que a mesa aceitou uma proposta de um ex-presidente da Direcção para que a Direcção reavaliasse a decisão , proposta que não foi votada, dado ue a mesma perante cerca de oitenta associados se demitiu em Bloco). Continuo a afirmar que a relação existente entre médico associado não apenas uma relação mercantilista , sendo muitas vezes afectiva e rofunda ( opinião que transmiti no dia 20 de Dezembro, tendo apelado à reanálise da decisão tomada). Por experiência própria , gerir a associação não é mesmo do que gerir empresas, organismos públicos ou associações desportivas em que os interesses da maioria prevalecem sobre as minorias. Sendo a Associação um entidade de solidariedade social , os órgãos sociais devem ter a inteligência e sabedoria para ouvir todos os sócios, mesmo os mais ruidosos e mal criados, procurando pontos de entendimento e de consenso, pois é necessário uma sensibilidade social que permita que Todos os associados se sintam satisfeitos com a governação. A gestão da Direcção da clínica médica criou uma profunda divisão dos associados consubstanciado na votação de 7 de Fevereiro de um documento que deveria ser aprovado por unanimidade e aclamação. A história recente da associação demonstra que todas as Direcções que governaram em conflito , que se afastaram dos associados e que afastaram associados soçobraram , não dando continuidade ao trabalho meritório que efectuaram. Estranho que na referida carta me relacionem com outra Instituição. A minha intervenção nas dezenas de reuniões tanto em Assembleia Gerais como em órgãos Sociais que tive a Honra de participar, decorre da minha qualidade de associado com inerentes direitos e deveres e pautou-se sempre pelo rigor ,independência e transparência, procurando prestigiar e valorizar a Associação( quem esteve presente pode testemunhar ) e contribuir para o bem estar de Todos os associados respeitando os Estatutos e Regulamentos da Associação. A minha actividade cívica não se limita a esta instituição e estende-se ao Condomínio do prédio onde resido, às Ordens profissionais e sindicais que pertenço, ao Clube Desportivo onde pratico desporto, à freguesia, à Câmara, à Região e á República onde estou recenseado. Continuarei a participar, a intervir, apresentando propostas construtivas para a valorização e dignificação das Instituições, aplaudindo o que está bem , criticando o que está mal , pugnando sempre que o Bom Senso prevaleça sobre a Confusão.