A semana política foi dominada pela apresentação de uma moção de censura ao Governo da República. Sem nos perdermos nas inenarráveis contradições do presidente do PSD-Madeira na superior definição do sentido de voto dos 'seus' deputados, constatamos que os partidos continuam comple-tamente a leste das verdadeiras preocupações das populações que deveriam representar. O país está mergulhado numa profunda crise sócio-económica, a Madeira entrou na perigosa espiral da falta de soluções até para problemas rotineiros, mas os nossos políticos e os partidos estão 'noutra'. Edgar Silva (PCP) até sugeriu acrescentar mais um feriado. Em Lisboa, o espertalhão do Francisco Louçã 'resolveu' todos os problemas do país com uma habilidade de datas. Brilhante! É pena que nunca chegará a ministro, para que os portugueses pudessem testar as soluções que brota pleno de convicção e arrogância. Felizmente, nem todos estão a dormir. Sérgio Marques, em interessante artigo de opinião no DIÁRIO - que os militantes do PSD-M deveriam fotocopiar e distribuir no congresso de Abril - propõe "um novo contrato com os cidadãos" e exige "um Parlamento com menor dimensão, mais eficaz e composto por deputados que não sejam meras correias de transmissão dos partidos". Os tais que fomentam um sistema "muito fechado e oligárquico". Mais arrojada foi a proposta sugerida por um Leitor (Rui Jardim), porque põe o dedo na ferida da nossa democracia: a possibilidade da eleição da 'cadeira vazia', através da validação do voto em branco ou da opção "nenhum deles", que contariam para o método de Hondt. Afinal, se há um grande número de eleitores que não concorda com muitos dos eleitos, porque é que todos os lugares são preenchidos, independentemente do número de votos que os legitimam? A democracia deve valorizar o direito dos eleitores dizerem que não querem escolher nenhum dos políticos auto-propostos. Até porque um parlamento com 'cadeiras vazias' eleitas custaria menos ao erário, para além de ser mais democrático. Paulo Atouguia, Presidente do IHM O Instituto de Habitação arranjou soluções definitivas para 166 famílias desalojadas pelo 20 de Fevereiro. Não é suficiente, mas é notável. Rui Almeida, Coordenador do P.A.N. na Madeira Concorde-se ou não com os ideais do novo partido, os temas que lança para eventual debate público refrescam a política corriqueira. Alberto João Jardim, Presidente do PSD-Madeira O seu estatuto permite-lhe dizer uma coisa num dia e desdizê-la noutro, como fez com a moção de censura. Mas não convirá abusar. Roberto Rodrigues, Presidente Portosantense SAD O hóquei do Porto Santo comprova que há projectos desportivos que nunca endireitam. Não faz sentido envolver dinheiros públicos assim. Carlos Pereira, Presidente do Marítimo Pelo exemplo que deu e aprovação tácita, é o responsável moral por mais uma agressão a um jornalista. Vergonha escondida atrás da porta.
Agostinho Silva, Subdirector