A crise generalizada que se vive afogará economicamente quase todos os nossos clubes. O tempo em que o 'leite e o mel' corria para todos terminou, e quem quiser ter resultados desportivos para realizar os seus sonhos, ou tem imaginação e sorte ou 'vai ter que se dedicar à pesca'. O regime desigual continuará a acentuar esta pressão, fazendo com que continuem a aparecer cada vez mais clubes com a 'corda ao pescoço', descendo de divisão em divisão até ao seu nível. O desenvolvimento do jovem atleta madeirense tem sido deitado às urtigas pelos clubes que disputam os nacionais de juniores, que têm nas suas equipas quase mais estrangeiros que portugueses. Foi para isto que o governo assinou protocolos ? Criaram-se nestes 34 anos de poder situações graves. Dar a alguns em detrimento de outros criou ódios e ressentimentos. Tem que haver igualdade de tratamento para todos. O 'fenómeno Coelho' não aconteceu por acaso e pode ser visto como um cartão amarelo para quem de direito reflectir, pois há cada vez mais fome nesta terra. Sem pão na mesa há revolta, no estômago e nos actos. Começa-se a perder a vergonha e o medo. António Aleixo dizia: "Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que às vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência" . Como exportamos a inteligência há uns anos, será que ficamos com o resto? Amanhã comemoro a minhas bodas de ouro… de solteiro. Por esse facto quero agradecer a todos os que me fazem ser quem sou. Bem hajam. Até breve.

João MM Castro, Psicólogo Clínico