Mário Rodrigues, (pela Associação de Socorros Mútuos "4 de Setembro de 1862") Foi com alguma surpresa que a Direcção da Associação de Socorros Mútuos "4 de Setembro de 1862" tomou conhecimento da carta publicada pelo Senhor Dr. Emanuel Brás, na Secção Cartas do Leitor deste Diário. Surpresa, em primeiro lugar, porque no decorrer das várias Assembleias Gerais em que participou, incluindo a do passado dia 7, sempre aparentou ser uma pessoa serena, ponderada, profundamente interessada na defesa dos interesses gerais da Associação e conhecedora dos Estatutos e Regulamento de Benefícios pelos quais a Associação se rege. Assim sendo, naturalmente nos surpreende que atribua à Direcção a convocatória de uma Assembleia Geral Ordinária, e respectiva Ordem de Trabalhos, quando saberá que essa é uma competência exclusiva da Mesa da Assembleia Geral. Igualmente nos surpreende, mesmo que tivesse "toda a razão do mundo", que nas críticas que faz ao funcionamento da Assembleia Geral, se tenha esquecido das atitudes arruaceiras, mal-educadas e por vezes quase violentas, daqueles que agora parece querer defender, e cujos intuitos não seriam outros senão lançar a confusão nos Senhores Associados presentes, evitando o cumprimento da Ordem de Trabalhos! Como aliás parece reconhecer ter acontecido na Assembleia Geral de 20 de Dezembro, em que, em vez de se Analisar, Discutir e Votar o Orçamento e Plano de Actividades propostos pela Direcção, pontos únicos da respectiva Ordem de Trabalhos, se discutiram, à margem da lei, assuntos como a rescisão dos contratos de prestação de serviços subscritos com dois médicos - motivada por manifesto e grave incumprimento por parte destes, que eram e sempre foram remunerados, e significativamente aumentados a partir de Fevereiro de 2010 - que não foram despedidos, nem podiam ser, já que não eram funcionários da Associação. E, pelos vistos, concorda que a reprovação do Orçamento e Plano de Acção para 2011 tenha sido utilizado como arma de arremesso contra a Direcção legitimamente eleita, e não por serem inadequados para o bom funcionamento e desenvolvimento da nossa Associação! Inacreditável! A Direcção da Associação não tem por função defender os interesses de pequenas facções, mas sim os interesses da esmagadora maioria dos seus mais de 2000 sócios e da própria Associação. E por estes princípios continuará a nortear a sua acção. Não fora o caso de o Senhor Jornalista do Diário de Notícias, ouvidas as partes e percebido o contexto, numa atitude de competência e isenção profissional notáveis, que aliás manteve em notícias posteriores, ter colocado entre aspas a palavra Demissão na 1ª página da edição deste diário de 22 de Dezembro de 2010, e o Senhor Dr. Emanuel Brás teria conseguido ser original, ao falar "da Direcção dita demissionária", e com isso confundir um grande número de sócios. Até porque introduziu também um factor "político", que repudiamos veementemente. A menos que se estivesse a referir ao associado que foi identificado como Presidente da Junta de Freguesia do Imaculado Coração de Maria (Diário de Notícias, 08 de Fevereiro de 2011, página 8), cargo com manifesta conotação política. Finalmente, a nossa surpresa por o Senhor Dr. Emanuel Brás, quadro superior de uma instituição bancária umbilicalmente ligada à nossa Associação, defender que, mesmo em incumprimento, o contrato de prestação de serviços com os médicos se mantivesse, para servir alguns sócios, contratando-se novos médicos para assistir os restantes associados!!! Ficamos sem palavras…