1 - O ano turístico de 2010 terminou. Difícil na Madeira. Todos sabemos as causas. Mas mais do que alimentarmos a neurose colectiva subjacente ao sucedido, importa identificar iniciativas que ajudem a Madeira a reposicionar-se turisticamente. No último escrito, falei-vos da importância do alargamento do prazo de concessão do aeroporto da Madeira. Mais prazo, custos de exploração mais baixos - financeiros, nomeadamente - passíveis de ser repercutidos nos passageiros. 2 - Outra iniciativa essencial: utilizar as verbas do QREN - nas regiões autónomas são competência regional - como instrumento de co-financiamento da promoção turística. Não estando previsto, as circunstâncias determinam que se alterem as prioridades. No programa Intervir +, as matérias relacionadas com a promoção devem ser enquadradas e clarificadas nos eixos I e II, nas áreas dos incentivos às empresas e na área das acções colectivas. Na área dos incentivos às empresas e em concreto no Qualificar + importa que o mesmo refira expressamente o turismo como sector que possa aceder aos apoios a investimentos em expansão empresarial para novos mercados visando a internacionalização. A promoção turística passa a aparecer como uma modalidade própria de um projecto a desenvolver deixando de configurar apenas como despesa elegível no contexto de um investimento de natureza produtiva. No que respeita às acções colectivas, urge criar regulamento específico que apoie acções de promoção desenvolvidas pelas entidades beneficiárias previstas para aquele domínio: Governo Regional, Associações empresariais, Associação de Promoção da Madeira. Não se trata de inventar a roda. Trata-se apenas de re-direccionar prioridades. Estas prioridades são já uma realidade no todo nacional com um simples propósito: enquadrar projectos empresariais destinados à promoção turística, ou, ainda, projectos públicos visando o interesse colectivo na área do turismo.

Bernardo Trindade, Sec. Estado do Turismo