A passagem de ano, geralmente, é precedida por alguns momentos de reflexão sobre o ano que finda e o novo ano que se inicia. É uma época em que a maioria das pessoas efectua o seu balanço pessoal, profissional e sentimental. Faz-se uma retrospectiva e aplicam-se opções em funções das expectativas geradas e da dimensão do retorno previsto. "Ano Novo, vida nova" implica forçosamente a necessidade de mudança e de expectativa de um ano melhor que o que findou. Infelizmente, encontramo-nos actualmente bombardeados de um pessimismo que implica que a utilização desta máxima se torna precária e até mesmo irrealista. Tudo parece ir de mal a pior. Em todos os domínios. Existem duas abordagens: a primeira é a pessimista, muitas vezes em que se usam frases como: "Não fui eu que criei a crise, porque tenho de pagá-la?". A segunda assume uma postura mais optimista para com as medidas adoptadas, avocando a verdadeira necessidade de fazer mudanças. Da mesma forma, se não tivermos uma postura optimista, em momento algum se procura uma solução alternativa para os nossos problemas (como as dificuldades que são criadas pelo aumento de impostos, pela diminuição do rendimento disponível e pela baixa de produtividade), não conseguindo incutir criatividade no seu negócio. O optimista tem de procurar oportunidades, estudar as melhores possibilidades para o seu negócio, abordar o mercado à procura de soluções. Com crise ou sem crise, o que importa é o presente e o futuro. E o que fazemos dele.
Cláudio Ribeiro, Secretário-Geral AJEM