A mensagem que, hoje, chega às nossas casas elucida o momento crítico que as sociedades actuais enfrentam, pois os recursos são cada vez menores e o consumo cresce exponencialmente. Neste cenário têm sido inúmeros, os sectores sociais afectados, inclusive o fenómeno desportivo que vem sendo alvo de recuo relativamente ao poder político, agredindo quer consumidores, quer produtores, que sentem constantemente a necessidade de se adaptarem. Mas será esta situação apenas fruto de um desequilíbrio mundial ou algumas más decisões e estratégias de gestão serão também responsáveis por este panorama? O que podemos constatar é que os prejudicados são desportistas e as respectivas práticas desportivas, principalmente as modalidades amadoras. Na região deparamo-nos com um exemplo claro do que vem acontecendo, é caso das piscinas olímpicas da Penteada que estão encerradas aos treinos por não haver aquecimento da água, ou seja, não existe disponibilidade financeira para garantir essa manutenção da piscina. Deste modo, os escalões mais baixos estão sem aulas de natação, bem como os praticantes mais velhos têm que solucionar este problema treinando em outros sítios, inclusivamente as provas dos regionais de clubes vieram a realizar se no passado fim-de-semana no complexo do Clube Naval do Funchal, na Nazaré. É lamentável que um projecto como as piscinas da Penteada, que apresenta excelentes condições para prática não esteja a ser rentabilizado, isto quando se procedeu ainda a construção de outras piscinas na zona do Curral das Freiras. É de grande importância dinamizar a actividade desportiva na Região Autónoma da Madeira, no entanto é necessário garantir a estabilidade na gestão deste fenómeno, reformulando estratégias e princípios que promovam não só o desporto em sim, mas também a formação da Homem e da sua Sociedade.

Derek Freitas - Colaborador da AAUMa