Pedro Passos Coelho leu a sua primeira mensagem de Natal, na qualidade de primeiro-ministro e prometeu "democratizar a economia". Um conceito novo, bem ao gosto dos meios de comunicação, sobretudo daqueles que se preocupam pouco em perceber o que se diz mas, simplesmente, transmitir em horário nobre.

Vai democratizar a economia, em 2012, mas deixou por explicar algo que deveria preocupar todos os portugueses, ricos, pobres e remediados: não explicou qual o seu conceito de democracia. Porque o que vimos, até agora, não promete nada de bom.

Esperemos que democratizar a economia não seja destruir os direitos dos trabalhadores, facilitar despedimentos, acabar com indemnizações e favorecer todo o tipo de atropelos que até surpreendem os patrões mais ambiciosos. Se é essa a sua economia democrática, pode ficar com ela.

Se democratizar a economia também é continuar a esfolar as empresas até ao osso, inventar impostos e destruir as poucas vantagens que ainda temos, então é melhor passar à frente.

Até agora, a democracia deste governo resume-se a uma coisa: apanham todos e pela medida grande.

Para esta mensagem de Natal - meia mensagem, porporcional ao que ficou do subsídio -, num momento de ansiedade para todo o País, era de esperar mais explicações e menos frases-feitas. Para primeira tentativa, foi fraquinha.