Querido Pai Natal: este ano, que atravessamos uma época de crise e não há dinheirinho disponível para dar presentes a toda a gente, gostaria que repensasses a tua distribuição de prendas. Só as crianças que se portam bem recebem presentes! Mas como é que isto funciona no mundo das pessoas crescidas? Há cerca de um ano escrevi o que achava acerca da atribuição de subsídios, e hoje, dou por mim à volta do mesmo assunto. O que é que não mudou? Eu explico: Companhias de Dança que não existem (não criam postos detrabalho),instalaçõespúblicas (incluindo água, luz, limpeza...),cedidasao funcionamento de "escolas" de dança particulares /associações (cuja qualidade de ensino ou funcionamento não são reconhecidas nem regulamentadas por organismo nenhum), pessoas pouco competentes em cargos dirigentes ou de coordenação de instituições artísticas públicas, uma sociedade que não distingue os alhos dos bugalhos e verbas públicas que são disponibilizadas anualmente sem que nada seja exigido em troca! Portanto Pai Natal, o problema é que nada muda! E eu estou farta de comer sopa fria com alhos e bugalhos! Este Natal, Pai Natal, é isto que eu te peço: Por favor ajuda estas pessoas e instituições a deixarem de existir penduradas nos subsídios e nas verbas que não são do estado, mas que são de todos nós!Ajuda todas estaspessoas a trabalharem como deve ser...com seriedade e consideração, por aqueles que lutam e trabalham para construírem aquilo que têm, e por respeito por quem é nosso dever educar e formar!
Vanessa Fernandes - Professora de Dança Clássica - ADMA