As mudanças são uma constante na evolução do ser humano e das sociedades. Actualmente, e cada vez mais assistimos a um crescimento do uso de novas tecnologias nas mais variadas áreas. O desporto deve, portanto, e no meu entender, acompanhar a evolução das sociedades e modernizar-se introduzindo as novas tecnologias em busca da verdade. Muitos são os exemplos de utilização destas ferramentas de auxílio em diversas modalidades. O "olho do falcão" no ténis, o sensor de baliza no hóquei e a utilização das câmaras para lances decisivos no futebol americano são disso exemplo. O futebol, contudo, parece não querer acompanhar esta tendência o que poderá trazer sérios problemas. Ao mesmo tempo que retirariam da equipa de arbitragem a responsabilidade de erros, o recurso a este método de auxílio traria maior verdade desportiva, eliminaria as suspeitas e injustiças, diminuiria os erros das decisões tomadas e seus efeitos negativos nos clubes. Numa altura de crise as apostas dos clubes e SAD's têm de se revelar cada vez mais ponderadas e seguras e não depender de influências externas, numa indústria que move milhões e multidões a nível mundial. Ridículo será pensar que no futebol apesar de se resistir a esta evolução utilizam-se essas tecnologias nas avaliações de desempenho das equipas de arbitragem, dos jogadores e treinadores e dos adeptos, cada vez menos presentes no recinto desportivo. Deverá continuar o futebol a ser movido pela discussão dos erros? Ou deveremos evitar os erros e viver o futebol pelo seu espectáculo?
Marcos Nascimento, Colaborador da AAUma