João Silva Não pensava em tão pouco tempo voltar a manifestar a minha indignação. Não concordei com a saída do Ivo Vieira, machiqueiro como eu, um nacionalista dos sete costados, mas fiquei muito mais estupefacto da maneira como essa saída foi feita. E onde estava o nosso presidente com o juízo para ir contratar o Caixinha? Aquele que todos teimam em chamar professor, que deve de ser realmente, mas em termos de ética profissional deu uma imagem duplamente negativa. Para um ser humano, nem falo da questão do professor ou treinador. Que moral tem Caixinha para chegar a acordo com o clube dois dias antes de um jogo sabendo que esse clube ainda tinha treinador? Que moral tem Caixinha para assistir a esse jogo na bancada, muito bem sentado quando o Ivo sofria no banco mas que no final ofereceu três pontos ao seu clube? Pensava que a coisa ficava por aqui mas enganei-me. Então não é que na segunda-feira a seguir à derrota do meu Nacional com o Rio Ave, vem o Caixinha atirar as culpas para a equipa técnica anterior e para os jogadores? As declarações à RTP Madeira foram indignas de qualquer profissional. Saberá o professor Caixinha que a anterior equipa técnica também tinha dois professores de educação física? E o que disse Caixinha destes profissionais? E do Ivo, homem que eu conheço, humilde mas homem com H grande? O senhor Caixinha pode ser muito bom treinador, ou muito amigo do Peseiro e do Sardinha, mas não foi nada ético, para não chamar outra coisa, com o Ivo e a sua equipa técnica. Já há muito tempo que não me sentia tão envergonhado por ser do Nacional.