Ricardo Vieira Inocentemente julgava eu que após os cinquenta já não eram permitidos estes "sonhos" e fantasias! A idade, que sempre é um posto, retirara-nos as deambulações e relativiza-nos a existência - dizia para comigo. Mas a vida tem estas surpresas. De repente dei comigo sentado no meio da tenda presidencial, em sofás de fina camurça, alimentado por leite de camelo e beneficiando dos proveitos do ouro preto. Num ápice eis-me em banqueiro, depositário e se calhar titular de uma conta incontável em dinares, entretanto convertidos em dólares, petro-dolares ou euros. Imediatamente sou causídico da família de Khadafi, ao lado de um ex-sócio (já lá vão onze anos, lembraste João?!) trazendo malas de notas que depositaria (na garagem, talvez) do meu escritório! Depois esquecendo embargos das Nações Unidas, resoluções da União Europeia e princípios básicos de direitos humanos, facilmente endossaria o depósito à Região correspondendo à irresponsável e tresloucada afirmação feita aos microfones! Qual FMI qual TROIKA, afinal estava nas minhas singelas mãos a solução do badalado "buraco" madeirense! É um espanto a nossa imaginação. Fá-los sair da cartola e divaga entre a ignorância e a maledicência, alimentados pela impunidade e pela estranha regra regional (?) do que tudo o que um "eleito" diz é publicável. Felizmente que os comentários subsequentes no bloque são de si esclarecedores e nem tudo é pato ou coelho! É risível, é certo. Talvez nem merecesse uma linha do meu tempo. Mas pelo menos deu para me divertir com os meus amigos a pensar nos cheques que eu teria a passar! Por isso não deu para deixar de partilhar com os leitores do Diário esse desvario!