Pedro Freitas É incontornável que neste momento este rapaz constitui um embaraço para a organização política juvenil que "lidera" e até para o próprio PSD Madeira. Não pretendo fazer juízos de valor sobre a pessoa em questão, dado que desconheço os contornos das situações em que se tem visto envolvido. Há sempre 2 versões, seguramente que há vezes em que tem mais culpa e outras vezes em que tem menos culpa. O que me parece pacífico reconhecer é que "onde há fumo há fogo", ou seja, nem o Pai Natal acredita que todos os episódios que têm vindo a público são fruto de uma perseguição ou de uma caça ao homem desenfreada sem que o visado nada tenha feito. Quem não quer ser perseguido deve, no mínimo, urinar nos locais designados para o efeito. Embora não perceba muito de estratégia política, ou mesmo nada, parece-me que é já ensurdecedor o silêncio do PSD sobre esta matéria. Ainda que não seja aniquilado politicamente, o "líder" da JSD reclama neste momento, na minha modesta opinião, um puxão de orelhas público (daqueles que de vez em quando José Mourinho dá aos seus jogadores com os resultados que estão à vista). Uma qualquer organização política democrática tem no meu entender um dever cívico fundamental que é o de formar pessoas. O PSD Madeira não pode correr o risco de transmitir ao povo a ideia de que abdicou desse papel. Quer queiramos quer não, a sensação das pessoas em geral é a de que o "líder" da JSD faz o que lhe dá na cabeça (ou na braguilha, consoante o contexto), beneficiando de uma indignante impunidade devido ao cargo que ocupa. Seja verdade ou seja mentira, cabe ao PSD Madeira demarcar-se de determinadas situações e demonstrar ao povo que é uma organização de pessoas de bem (coisa que eu sinceramente não duvido, mas há que fazê-lo). Queria só explicar que não me refiro ao "líder" da JSD com a palavra líder entre aspas por acaso. É que ser um líder, sem aspas neste caso, é muito mais do que ser um mero representante formal de uma organização. Nesse sentido, e para terminar, deixo uma modesta sugestão ao "líder" da JSD: À mulher de César não basta sê-lo, é preciso parecê-lo!