Mário Mascarenhas Alencastre Emocionante! Na Líbia, cara a cara, encontro de dois Coelhos… Ilhéu/Continental! - Então, que faz por cá? Pergunta Ilhéu. - Venho homenagear, com a minha presença, os mortos e vivos. Tenho o maior respeito por ambos, e devo dizer, preciso muito da ajuda dos mortos, pois os vivos, até do meu partido, estão a falhar-me… E o Coelho Ilhéu? - Sou do Povo, sempre com o Povo. Venho felicitar o Povo da Líbia. Também pedir ajuda. Têm muita experiência em poços de petróleo. Talvez haja, nos buracos da ilha, que são tantos! - Acha, Coelho Ilhéu? - Eu acho é que a ilha está triste, sombria… Acabaram-se as Inaugurações, as Festas, como a da Lagoa. Ninguém nos visita, nem o Sr. Silva. - Pois é! Ele foi aos Açores, ficou fascinado com o sorriso das vacas, satisfeitas, olhando o pasto verdejante! Infelizmente, vocês, nem as vacas, nem os pastos têm. - Mas temos muitos bois mansos, jardins com flores. É tão lindo, bucólico, romântico, acolhedor. Responde com orgulho o Coelho ilhéu. - Talvez não saiba. Ele é alérgico a jardins floridos. E também é preciso POUPAR… o exemplo vem sempre de cima! Eu vim e volto para Lisboa de bicicleta! E o Coelho Ilhéu? - Boleia num dos submarinos comprados à Alemanha, tem feito um trabalho do "arco-da-velha", dia e noite, protegendo as riquezas da nossa zona exclusiva marítima. Precisamos mais! Oxalá que haja um leilão de submarinos usados, preços de pechincha! - Mas estamos na "fossa", como se diz no Brasil, que fazemos Coelho Ilhéu? - Fugir de mãos a abanar. Somos os últimos; porque os primeiros levaram o dinheiro, ouro, anéis,… deixaram-nos os dedos… NADA MAIS! - Fugir não é Patriotismo! Coelho Ilhéu… É Cobardia! - Olhe! Se ficarmos, até os dedos perdemos. Depois quem nos dará trabalho?