Entre 1985 e 1995, foi primeiro ministro de Portugal, Aníbal Cavaco e Silva, actual Presidente da República Portuguesa. Como primeiro ministro destruiu o sector primário, abatendo barcos de pesca em vez de os modernizar, distribuiu dinheiro para que a nossa agricultura fosse abandonada, esbanjando desta maneira muitas verbas enviadas pela Comunidade Europeia, que deveriam ser utilizadas no desenvolvimento do sector. Uma falta de visão económica eliminando desta maneira um dos principais sectores produtivos deste pais e consequente industria, como a das conservas e a agro-alimentar… Portugal que é o país da comunidade que tem maior área de mar, designada por Zona Económica Exclusiva, constituída pelas 200 milhas do triangulo Continente, Madeira e Açores, praticamente abandonou as pescas a favor dos seus parceiros europeus, como por exemplo a Alemanha, que pouco mar tem, e a nossa vizinha Espanha que tem uma das maiores frotas pesqueiras do mundo…. A Alemanha, sempre foi assim, pondo o seu interesse acima do europeu, nem que para isso tenha que sacrificar alguns dos seus parceiros…sempre existiu "uma senhora Merkel" no poder naquele país….tiraram-nos a pesca e agricultura para que eles próprios e outros países da Comunidade encharcassem o nosso mercado com os seus próprios produtos…Portugal passou a ser um forte importador de produtos básicos….. Uma estratégia económica errada de Cavaco que nos abriu o caminho para a situação actual, quer a nível nacional, quer a nível regional (lembram-se do chamado programa de reequilíbrio financeiro, que obrigou as autarquias a recorrerem ao financiamento bancário e pela primeira vez a Região se endividou até á medula, divida essa que foi paga pelo governo de Guterres ?) Contudo fiquei contente quando há uns tempos a esta parte o mesmo Cavaco que tudo destruiu, veio pedir aos portugueses que consumissem produtos "made in Portugal" e como diz o povo" mais vale tarde…."Recordo-me que já há muitos anos quando comecei a defender publicamente, o consumo de produtos regionais, seguidos dos nacionais, dos europeus, dos Palop e do resto do mundo….por esta sequencia, um idiota, pertencente ao partido da maioria regional, veio me atacar porque eu pretendia era vender o meu vinho!!!! Grande crânio!!! Mas, voltemos ao assunto de início, acho que neste aspecto chegou a hora de ouvirem a palavra do Senhor Presidente da República e convençam-se que é a melhor maneira que temos para sairmos desta crise. Demonstremos ao governo da Republica, que só pensa em aumentar impostos, em que a colecta vai sempre baixando, que a única solução que temos, é pela via do desenvolvimento económico porque consumindo mais português, aumentamos a produção nacional, diminuímos o desemprego, é menos dinheiro que sai do país, há mais cobrança de impostos, exportamos mais e, portanto equilibramos a nossa balança comercial, diminuindo fortemente o deficit externo., etc… Saliente-se que o trabalho feito pelo governo anterior, através de um bom fomento e aplicação dos dinheiros comunitários na agricultura, provocou um aumento no último ano de cerca de 12% neste sector e com a ajuda do choque tecnológico fez aumentar as exportações em cerca de 17%. Aí está uma política mais virada para a economia que conduziu a bons resultados e não financeira como está a fazer este Governo a "passos" perdidos, sem futuro á vista…. Tememos que todos esses resultados que iriam conduzir o país a um bom caminho, sejam engolidos pela desgovernação deste país. Um dia diz-se uma coisa, para desdizer no dia seguinte, anuncia-se um medida qualquer que antes de entrar em vigor é alterada, porque os estudos prévios foram mal feitos ou praticamente inexistentes…A única medida feita no ministério da agricultura deixa de produzir efeito, que foi a abolição do uso da gravata, porque vamos a caminho do inverno…. O partido a que pertence essa senhora, ministra da agricultura, falava tanto no sector que seria de esperar um desenvolvimento mais acelerado, mas aconteceu precisamente ao contrário…Atacaram durante anos os governos anteriores e agora conseguem fazer muito menos….Convençam-se que para governar para além da competência necessária, é, também preciso conhecer muito bem o país, situação inversa à que se verifica actualmente… Vamos a isto, mais economia e menos finanças…
Duarte Caldeira Ferreira