HP Uma bela noite estava dentro do meu veículo, devidamente estacionado numa berma junto de um bar, pois havia ingerido algumas bebidas alcoólicas e pretendia repousar, tendo a plena consciência de que não tinha condições para conduzi-lo, quando fui interpelado por um agente da PSP da Esquadra de Câmara de Lobos, a informar-me de que não poderia permanecer naquele local, pois estaria a obstruir a via pública e consequentemente teria que iniciar a marcha. Disse ao sr. agente que não estava em condições para conduzir. No entanto o sr. muito educado informou que podia avançar e eu inocentemente cumpri as suas ordens. Até aí tudo bem; no entanto fiquei preplexo quando vi que o carro da polícia seguia na minha rectaguarda e faz sinal para eu encostar à berma. Não hesitei e novamente obedeci ao agente da autoridade. Fiquei estupefacto quando o mesmo agente ordena-me que desligue a viatura e que lhe faculte os documentos. Pediu-me para fazer o teste ao alcóol, o qual viria naturalmente a dar positivo, transportou-me no carro da polícia para fazer o teste novamente na esquadra. Para minha felicidade e dos meus dois filhos ainda menores, no outro dia este condutor cauteloso que não pretendia conduzir, por ter plena consciência que não estava nas suas plenas faculdades, sentava-se num banco de tribunal, como se de um bandido se tratasse. Sr. comandante da esquadra de Câmara de Lobos tire-me uma dúvida: a polícia na sua localidade persegue ou previne?