Uma mãe preocupada Estando na reta final a maratona das inaugurações, resta-nos lembrar que apenas uma inauguração ficou por realizar. Onde? Na Escola Básica do Primeiro Ciclo/Pré da Ribeira Brava. Como? Promovendo a colocação de cortinados para proteger as crianças que todos os dias sentem, nos seus corpos ainda ternos e inocentes, o calor abrasador do Sol e perguntamos o porquê? Não! Não é por se tratar de um investimento astronómico! O porquê talvez possa ser compreendido se pensarmos que estas crianças não contam como mais um voto a ser somado no dia das eleições e que darão a vitória, a quem decide grandes pormenores mas que se esquecem dos pequenos. Pequenos como são estas crianças que não conseguiram, pelo menos até hoje, fazerem-se ouvir de modo a que fosse resolvido um problema que é, certamente, no cômputo das atuais e passadas inaugurações apenas um pormenor, mas que para elas faria toda a diferença, não só a nível do conforto diário de que poderiam desfrutar como, inclusive e necessariamente, a nível de saúde. Sou uma mãe, como todas as outras que têm os filhos nesta escola, preocupada e triste, que se sente impotente por não encontrar mais palavras que possam explicar aos filhos porque é que o Sol partilha com eles todosos dias a sala de aula, misturando o suor do seu rosto com as cores das tintas e dos lápis com que o tentam pintar. É, pensamos, desumano não existir ninguém que tome consciência da necessidade de resolver esta situação. Não pedimos muito, pedimos só que coloquem cortinas em todas as salas de aula da referida escola. Será pedir muito? Isto aumentaria o buraco da Madeira? Uma simples costureira não resolveria a situação com algum tecido? Precisamos fazer concurso ou bastará um ajusto directo? Pensamos, que tudo se resolveria com bem senso e alguma boa vontade, incluindo, a da escola.