Os 6,3 mil milhões de euros da dívida da Madeira equivalem a 10 anos de receitas fiscais cobradas na região autónoma. O número é avançado pelo candidato do PS à Presidência do Governo Regional e pretende ilustrar o cenário de dificuldades. Para Maximiano Martins, o tempo que a Região leva a pagar facturas de serviços prestados ao sistema regional de saúde é um dos exemplos de incumprimento.
O candidato socialista considera que a coligação PSD CDS/PP e o PSD Madeira têm o dever de informar os madeirenses e portosantenses sobre medidas a aplicar à Região. No entender de Maximiano Martins, a negociação do programa de ajustamento devia ter sido iniciado antes das eleições, como aconteceu no contexto nacional, com a assinatura do memorando de entendimento com a troika. Apesar de não ser conhecido processo negocial, o candidato diz que um programa de ajustamento específico para a região autónoma é uma “má notícia”.
Para o cabeça-de-lista do PS é preciso defender a economia e as famílias. Maximiano Martins diz que o Turismo e o CINM devem ser pilares de um crescimento sustentado.
O candidato considera ainda o novo hospital prioritário, embora admita que a execução do projecto seja agora mais difícil. Maximiano Martins sublinha que o custo total das obras realizadas na marina do Lugar de Baixo e zona envolvente permitiria financiar uma das fases do novo hospital e os juros da dívida seriam suficientes para a totalidade do projecto.
Se for chamado a ser parte de uma solução governativa, o candidato garante que a Região estará acima dos partidos, muito embora exlua o PSD.
