Rui Rebelo, Presidente do CA da EEM Na sequência de uma carta do leitor publicada no Diário de Notícias de 3 de Outubro corrente, sob a epígrafe "Alerta, sítio dos Lamaceiros", a EEM-Empresa de Electricidade da Madeira S.A. esclarece o seguinte: Há alguns anos, está planeada a construção de uma ligação aérea a 30 kV, entre a Ponta do Pargo e a Ribeira da Janela, indispensável para responder à previsão dos aumentos de consumo e melhorar a fiabilidade no fornecimento de electricidade da zona norte da ilha. Acontece, no entanto que desde a data do ante-projecto inicial, têm vindo a surgir novas construções, levando agora a EEM a reanalisar o traçado, de modo a interferir o menos possível com as mesmas, e a conciliar o interesse geral (garantia de abastecimento de electricidade, enquanto serviço público fundamental) com os legítimos interesses particulares. A EEM, mantém o propósito de continuar a procurar as melhores soluções quer do ponto de vista ambiental e social quer do ponto de vista técnico-económico, relativamente ao lançamento da linha em causa. Não obstante, e sem querer questionar os eventuais efeitos da exposição prolongada aos campos electromagnéticos de linhas de alta tensão que no estado actual não se encontram cientificamente comprovados - a verdade é que as respectivas conclusões não se aplicam ao caso da linha em causa, devido à circunstância de se tratar de uma linha de média tensão (30 kV), com correntes eléctricas moderadas. De resto, como facilmente se intui, a tensão desta linha não é comparável às linhas de alta e muito alta tensão que são lançadas no nomeadamente no Continente Português, de 400 kV ou mesmo 1000 kV, com correntes de várias centenas de Amperes. Devido à circunstância de na Madeira não existirem linhas de alta e muito alta tensão, as medições e os cálculos relativos aos valores dos campos eléctrico e magnético produzidos pelas linhas da EEM, encontram-se bastante aquém dos valores de referência