Num tempo de escassez de recursos financeiros, uma reflexão sobre a representatividade actual do desporto regional mais do que necessária é urgente. A representação é uma exposição, é uma amostra significativa de qualquer "conjunto". Algumas questões se levantam para enquadrar a representatividade, neste caso desportiva. A necessidade de afirmação da nossa autonomia, através do sistema desportivo regional, tem sido sempre uma bandeira. Por outro lado poder-se-ia equacionar, se todas as representações são uma amostra fidedigna do desenvolvimento e competência desportivas das modalidades. Mas de onde advém esta necessidade de afirmação, e se tem de perdurar para todo o sempre? Na verdade, é tempo de reflectir e promover uma nova atitude no que concerne a essa hipotética necessidade de representatividade, bem como de encontrar, as formas mais adequadas e sustentadas de afirmação. Com este pressuposto, de não só de melhorar as nossas representações regionais, quanto à forma e ao seu conteúdo, o lançamento para um novo ciclo mais participativo, interventivo e abrangente ao nível da base de sustentabilidade do desporto regional. Os níveis de participação podem e devem ser sempre aumentados. Começando pelo Desporto Escolar, a necessitar de outro enquadramento, de uma prática mais próxima da Educação Física curricular, não se confundindo, mas actuando como um instrumento mais na criação de hábitos desportivos. Um Desporto Federado, mais vocacionado a um papel sócio desportivo, mas adaptado às diferentes etapas de desenvolvimento dos jovens atletas, por forma a valorizar a prestação desportiva, no contexto do desenvolvimento integral dos jovens. Um enquadramento desportivo dos atletas de potencial elevado, na projecção da sua pratica sistemática e sustentada por um volume e qualidade que promova bons níveis de performance.
Rui Mâncio, Director Técnico da AFM