Mário Tavares É Outono. Estamos a colher as uvas, as maçãs, as castanhas, tantos frutos que são o bom do casamento entre a Natureza e o trabalho das pessoas. O nosso viver está instalado numa paternomaternidade frutífera, condutora do nosso futuro. E temos que viver atentos, porque, após a gestação, surge o filho e a vida modifica-se. Já não é uma gravidez de esperança. Transforma-se numa realidade nova, viva, condutora e produtora de um novo rumo. Todos os casais, após o nascimento do filho, ganham esta experiência. A nossa RAM está em gravidez democrática. O novo bebé nascerá a 9 de Outubro. Tantas vezes abrimos um fruto e deitamo-lo fora. O que está por dentro é muito desclassificado e incómodo. Outras vezes aproveitamo-lo com muita alegria. A sua qualidade é satisfatória e compensadora. Contudo nada é produto do acaso. Quem será o filho da democracia a nascer no próximo domingo? Temos uma certeza: terá as marcas da gestação. Mas que não sejam "as uvas amargas" de que o profeta Isaias se queixa. Is. V,3.