Está confirmado! "Burro velho não aprende línguas". Perdeu a maioria dos votos mas, na prática, não muda nada no seu governo. Cego e surdo, o Dr. Jardim, depois de ter deixado os madeirenses em maus lençóis, reconduz os quatro cavaleiros do apocalipse, e a sua caixa de Pandora, numa derradeira investida sobre o pouco que resta à Madeira. A governação do Dr. Jardim perde assim a confiança dos madeirenses. Fica claro o quanto está emaranhado na camisa-de-forças que teceu com os grupos monopolistas que açambarcam o orçamento regional. A governação do Dr. Jardim passa a representar desleixo, irresponsabilidade, incompetência, falência, dívida, empobrecimento, desemprego e perda de tempo. Passa a ser um peso sobre os ombros de todos os madeirenses. O governo do Dr. Jardim é uma roda quadrada. Não anda, não desliza, não flui. É a personificação da ferrugem e da decadência. Jardim, e o seu PSD, forçam a sociedade ao imobilismo sob o peso da canga. A Madeira precisa reagir e agitar o corpo entorpecido pelas décadas de poder absoluto. É a sua sobrevivência que está em causa. Não queremos esta roda quadrada debaixo dos nossos pés por mais 4 anos. É tempo de mais. É tempo de ouro que não pode ser desperdiçado. A Madeira tem de recusar esta bota, tosca e apertada, o mais rapidamente possível. Há legitimidade para isso. Esta bota foi-nos calçada à força com a calçadeira da batota eleitoral. Quando o real significado da irresponsabilidade do Dr. Jardim vier à tona e a Madeira sentir as suas consequências, será tempo de antecipar o direito dos madeirenses decidirem o seu futuro e escolherem um novo rumo e novas soluções. Já nada esperamos de quem nos governa há tantos anos mas ainda há esperança na Madeira e nos madeirenses. Há um caminho possível. Há uma nova oportunidade. Há um futuro que pode ser risonho. O caminho não será fácil. A nova oportunidade exigirá o empenho de todos. E esse futuro poderá não estar logo ao virar da esquina. Mas existe. E existindo podemos encontrá-lo. Para isso, temos de deixar para trás um passado de desleixos, compadrios, corrupção, arrogâncias, exclusão, incompetência, irresponsabilidade e destruição. Para isso, temos de nos envolver, ficar atentos, ganhar ânimo, perceber e desenvolver as nossas capacidades, valorizar os nossos recursos naturais e culturais, e dinamizar a economia regional. Temos de construir um novo edifício social onde se encontre a igualdade no respeito e valorização das diferenças. Uma nova sociedade que inove e desenvolva constantemente o seu próprio futuro.

Hélder Spínola