O financiamento da economia regional, devido à sua grande dependência do crédito financeiro, é umdos principais constrangimentos de curto prazo à recuperação da economia. Acompanhado por um considerável decréscimo do rendimento disponível das famílias e consequente diminuição da procura privada, e ainda da procura pública, a realidade económica regional está em contracção, criando pressões fortíssimas na liquidez empresarial. No último ano, verificaram-seainda evoluções no sentido de um forte agravamento nas condições de financiamento da banca às empresas, tanto em volume como em preço. A alteração dos critérios de aprovação do crédito traduziu-se no aumento dos spreads e no agravamento de outras condições contratuais para além das taxas de juro, como sejam a redução da maturidade e do montante dos empréstimos concedidos, o aumento dos encargos, o aumento das garantias exigidas, a não renovação dos créditos de curto prazo. Adesalavancagem do sector financeironão pode ser à custa do financiamento regular e estável do sector empresarial. É fundamental criar medidas que permitam o financiamento das empresas a um custo suportável de forma a manter o actual nível de produto. Está em jogo a sobrevivência das empresas e a manutenção de postos de trabalho. Não é desejável estarmos a fechar empresas apenas devido a dificuldades em fundo de maneio.

Cláudio Ribeiro, Secretário-Geral AJEM