Actualmente, a política está cada vez mais desacreditada. A taxa de abstenção sobe de eleição para eleição parecendo não haver consenso na escolha dos candidatos, que na nossa Região Autónoma tendem a ser perenes nos lugares que ocupam mas caducos nas ideias que desenvolvem. A verdade é que há deputados teimosos ao ponto de continuar a ocupar os seus cargos após terem sofrido sucessivas derrotas eleitorais. Hoje existe uma panóplia cada vez maior de pequenos partidos, que têm proliferado nos últimos anos, conquistando aos poucos o voto dos cidadãos revoltados com os partidos de maior influência. Isto porque o seu método de conquista eleitoral baseia-se no ataque verbal, no qual muitas vezes invocam os termos 'tacho' e 'cunha', quando na realidade, a ascensão política num partido pequeno é muito mais facilitada. E a principal razão é a inexistência de competitividade na escolha de representantes partidários quer ao nível ideológico quer ao nível das suas capacidades políticas, outra das razões é o facto da utilização do método de Ont nas eleições democráticas beneficiar aqueles que contam com menos eleitores, tornando assim fácil a eleição de um líder parlamentar. Devemos pôr na balança da consciência a obra do governo vigente, e devem ser ponderadas as capacidades e a credibilidade de outros partidos, antes de deliberar o voto. Não é a nossa ausência nas urnas que vai deixar de eleger, vai por outro lado deixar a decisão para aqueles que cumprem com os seus deveres e exercem os seus direitos.
Tiago Neves, Colaborador da Associação Académica da UMa