Foi apenas em 1863, que John Cartwrigt, homem de larga visão e experiência desportiva, inicia conversações a nível de representantes dos clubes com o fim de regulamentar o futebol. A 26 de Outubro do mesmo ano, na "Freemanson's Tavern" em Great Queen Street (Londres), e após longos debates, chega-se à conclusão que deveria ser criada uma entidade que superintendesse o futebol em Inglaterra, assim como a elaboração de um código de jogo. Por proposta de Mr. Morley e de Mr. Steward (do Crusaders), foi aceite o nome de "The Football Association" para entidade a superintender o futebol. Um aspecto curioso deste código de jogo é a sua constituição de 9 regras e a determinação do aspecto da bola: esta deveria ser redonda de modo a tornar o jogo mais eficiente e menos violento. A partir de então há um período agitado na procura pelo protagonismo da obtenção do primeiro código do jogo, contemplando as regras ainda divergentes das várias escolas que só irá surgir a 8 de Dezembro de 1863, com 13 regras. O Futebol assume-se como um jogo de julgamentos e de decisões, em função de uma dinâmica organizacional colectiva. A observação do desempenho táctico constitui portanto, uma tarefa fundamental, no sentido de se identificar as acções que se associam à eficácia ofensiva e defensiva das equipas (Sousa & Garganta, 2005). A competição decorre então, numa determinada ecologia (especificidade), da qual importa analisar a sua complexidade e dinâmica (Araújo, 2005). A Estrutura orgânica mais simples do jogo de futebol pode ser caracterizada pelo jogo de três contra três sobre duas balizas. A esta forma fundamental do jogo também é usual chamarmos de célula base do futebol, pois ela encerra, em si mesma, todos os elementos fundamentais do jogo.
Eduardinho, Treinador