O Estado português, armado da troika, empreendeu um assalto a todos os cidadãos que para ele trabalham directa ou indirectamente, através das empresas que beneficiam de fundos públicos. Um ministro, acompanhado de vários secretários de estado, aproveitou-se de um poderoso produto sedativo (voz e ritmo) para dar cabo das finanças de alguns milhões de portugueses, ajudando o país a empobrecer, conforme é desejo do primeiro-ministro, co-autor do assalto. É incompreensível que os autores desta façanha tenham como alvo gente pobre e remediada, quando tinham à disposição tantos bancos e outro "povo" que, nem parecendo português, são proprietários de volumosos bens e beneficiam de salários e privilégios de outro mundo. Para além do assalto propriamente dito, os autores ainda introduziram um vírus informático na direcção de finanças, com o objectivo de continuar a esmiuçar as declarações de IRS dos alvos, de forma a que ainda saquem o máximo possível dos restinhos das despesas dedutíveis. O poder local, cúmplice desta acção, prolonga o crime aumentando o IMI e não devolvendo qualquer percentagem dos 5% do imposto dos seus munícipes. Os cidadãos atingidos têm seis meses para se queixar junto do Ministério Público ou Polícia de Segurança Pública. Na acção e por distracção, os autores nem repararam no valor do buraco do BPN, o qual daria para pagar cerca de 50 mil funcionários públicos, o total da dívida da Madeira, construir meia dúzia de aeroportos, alguns TGV's ou dar mil euros a cada português. Para além disso, esqueceram-se dos gestores que auferem dezenas de milhar por mês, alguns deles com gestões ruinosas a provocar milhares de milhões de prejuízo. Esqueceram-se também das subvenções aos partidos, dos jackpot's, dos subsídios de reintegração, das subvenções vitalícias e dos subsídios de alojamento aos "queridinhos" que têm várias casas mas vivem sempre na mais distante. Esqueceram-se que um português tem uma só vida, mas os portugueses ligados à política têm duas, três ou quatro porque recebem duas, três ou quatro reformas e ainda conseguem trabalhar mais um bocadinho. Esqueceram-se que o Estado, teoricamente uma pessoa de BEM, não é obrigado a pagar mais do que uma retribuição a um cidadão que, mesmo tendo sete vidas como o gato, não consegue trabalhar mais do que uma. Os funcionários das Assembleias tomaram conta da ocorrência e, pelo acréscimo de trabalho, tiveram um acréscimo de ordenado. Alguns passaram a ganhar mais do que aqueles que fazem as leis, mas também para aturá-los tudo o que venha a mais é pouco. Alguns cidadãos políticos estão revoltados e outros pediram que seja reduzido o jackpot em 30%. Os cidadãos não políticos, em uníssono, gritam: SÓ?

Paulo Gomes