M. Firmino Por mais que a gente queira ser solidário e colaborar com nossa quota-parte de sacrifícios em prol da situação do país, é muito difícil aceitar que certas classes de pessoas, que foram de alguma forma desfavorecidas pelas circunstâncias da vida, e gozavam por isso de alguma compensação do "estado-social", sejam também penalizadas em seus parcos rendimentos pela mão pesada e insensível de quem está no poder. É o caso de alguns deficientes que de repente tiveram o custo de seus passes de transporte público, em alguns casos, aumentado em cerca de 200%. Será que isso vai fazer alguma diferença para aliviar a crise? É o que vai acontecer à nossa filha, que é autista e está sujeita a utilizar os autocarros da Rodoeste para se deslocar à CAO de Câmara de Lobos. Como se não bastasse o corte de 5% no ordenado de meu marido, o único a ter rendimentos em nossa família. Que pelo menos disponibilizassem um carrinha, então. Um absurdo!