Carlos Jorge Gomes Pereira A política perdeu o encanto, os políticos já nem são mais mágicos e muito menos magos. "Chegou à hora da verdade"? Então, quem nos andou a mentir durante estes anos todos? Mas que verdade? parecem os senhores supra-sapientes, a governar um País feito de extra-terrestres? Qual robótica Perestroycática!!! Sinceramente, já não devemos acreditar em soluções miraculosas para retirar o País da crise. Mas soluções que implicam tanto sacrifício, já nos faz parecer que este Governo é um fundamentalista Orçamental, porque a solução apresentada passa por uma espécie de radicalismo tributário! Não nos podemos acomodar com tamanha cegueira e ignorância económica, perante mais este atentado, em cujas vítimas principais continuam a ser sempre os mesmos. Onde mora a Liberdade de um País livre, quando os trabalhadores vão perder perto de 30% do seu poder de compra? A Liberdade só acontece quando há opções válidas de escolha! Ora, no futuro, com tanto corte, com tanta austeridade, a única opção de escolha é a de não podermos ter uma vida com condições mínimas de vida! Nem dinheiro para papel higiénico vamos ter, pois este produto, se calhar, vai ser promovido a produto de luxo, passando a ser taxado ao IVA agravado. Com este orçamento de guerra sobre a nossa vida, o melhor é fechar as contas do País e passar a um plano Liquidatário do mesmo, para o vendermos a um agente mistério qualquer do FMI. Mas que pedagogia têm estes senhores que fazem das famílias, de um País, com uma grandiosa história, uma pananceia de números? Então as pessoas são números? E as necessidades das famílias portuguesas, passaram a ser outras? Temos um poder político, de costas voltadas para os problemas do País! Perdeu-se a dimensão ética da Governação da República. Assistem-se a inúmeros discurso estéreis, inócuos, por parte daqueles que defendem uma austeridade irracional e desumana! Duvido mesmo que aqueles que proferem discusros de retórica pura, para defenderem esta política que protege a selvajaria subjacente aos mercados financeiros. Basta de enganar o povo.