Faz hoje um mês defendi neste espaço que o Bom Ano Turístico tem muito de conjuntural, mas tem características que podem permitir, com boas políticas, decisões tomadas no momento certo e acções correctas, prolongar esta boa onda para os Destinos Portugueses. Sem me querer armar em grande especialista do sector (que esses já há muitos) arrisco algumas medidas de Bom senso para podermos alcançar este desiderato:
Estruturar a nossa oferta turística à procura internacional, um destino competitivo tem de ter uma oferta diversificada e adequada à procura e à evolução que esta tem; Temos por isso de ter oferta tradicional nas várias estrelas das unidades hoteleiras, mas também nos conceitos e serviços que oferece; são necessários SPA ou programas de golfe, programas de animação nas levadas, na montanha ou no mar, e também alojamentos de qualidade em self-catering ou all-inclusive; Aproveitar o regresso do interesse dos operadores pelos nossos destinos para reforçar a ligação e promover a parceria, promovendo a assinatura de contratos a três ou cinco anos envolvendo a aviação e a promoção do destino junto dos consumidores e dos canais de comercialização; mas temos de cumprir o que nos comprometemos e nas datas que estão acordadas, se não é melhor não fazer nada; Melhorar as áreas da política pública (segurança, ordenamento do território e ambiente, saúde, etc.) que influenciam a qualidade da experiência que é oferecida e aumentem a satisfação do cliente, que é no fundo quem faz e desfaz Destinos turísticos; o ruído de um martelo pneumático a bater horas a fio na cabeça dos turistas que querem aproveitar o excepcional tempo que o Funchal nos pode brindar estraga qualquer esforço que se possa fazer em prol de um Turismo de qualidade. Promover a competitividade sadia entre as empresas turísticas e penalizando a concorrência desleal que advém de empresas que não pagam a totalidade dos seus custos; e os juros são parte dos custos de todas as empresas, e das turísticas também. Estar predisposto à mudança e em constante reestruturação, estudando o que se passa nos mercados e aprendendo com os bons exemplos, só assim se evoluí e se consegue manter a competitividade; quando pensarmos que somos bons e não precisamos de melhorar estamos no princípio do fim. E, finalmente, trabalhar porque sem esforço, empenho, amor à camisola e profissionalismo nada se consegue, o facilitismo pode enganar os outros durante um tempo, mas a verdade virá sempre ao de cima. José Theotónio - Gestor