O Bispo de Bragança afirmou recentemente, a propósito da crise que aí vem, que «não podemos esperar por soluções caídas do Céu». Diz também que a Igreja não está impune aos pecados. O Bispo das Forças Armadas diz que «este Governo é um cobrador de impostos»… e que tudo isto é tão apertado que a terapêutica vai matar o doente. O Bispo emérito de Setúbal, D. Manuel Martins, refere que as medidas do Governo vão fazer «escorrer muito sangue» e que muitas coisas graves poderão acontecer. Há medidas que tocam na casa e cozinha. Entram no estômago, na saúde. O Bispo do Funchal, impávido e sereno, assiste ao anunciado assalto do jardinismo. Aos costumes este bispo disse nada. Este mês é aumentado o IVA da electricidade e do gás. Vão roubar o subsídio de Natal deste ano e o subsídio de férias e de Natal de 2012 e 2013. Aumentam o IVA dos bens essenciais. O desemprego e a fome estão galopantes. Tudo isto em nome da famigerada Troika, que até Santana Lopes considera vexatória para Portugal. Todos os que vivem só do seu salário estão a ficar na penúria, na dependência da Banca, que ainda tem a «lata» de pedir o apoio do Estado, ou seja, dos impostos dos contribuintes. Não se vêm medidas para relançar a economia. Pelo contrário: a agricultura, a indústria e as exportações são uma miragem. Às pescas falta-lhes o peixe que outros arrastam dos nossos mares. É necessário discutir e lutar. Resistir ao assalto. Exigir a auditoria das contas dos buracos e a renegociação da dívida externa. É necessária uma economia solidária para criar postos de trabalho e aumentar a produção macional. É necessário elevar o nível de educação e cultura. Aumentar a produção e resistir, resistir sempre!!!

Dírio Ramos - Vereador do PCP na CMF