Os madeirenses continuam suspensos nas decisões domésticas que tardam em ter o tratamento adequado. Consta que nenhum prazo formal foi desrespeitado, mas há trabalho que já deveria estar feito ou encaminhado. Se há razões de força maior que o Povo desconhece, a informação essencial já deveria ter sido responsavelmente transmitida. Primeiro como motivo de salvaguarda - e até de compreensão - para o que ainda não foi feito e já devia estar em andamento, ou para a projecção esclarecida das opções que vão condicionar a vida pública madeirense nos próximos anos. Não se pretenderia que a semana finda, essencial para a definição do Orçamento de Estado para 2012, tivesse tido o repetitivo folclore madeirense nos corredores do Parlamento nacional. Mas impunha-se alguma capacidade de reivindicação e de negociação. Os tempos são outros, é verdade, mas algumas opções ainda poderiam ser nossas. Os amuos, os desencontros pessoais e as reflexões infindáveis, não são compatíveis com os destinos de uma Região. Se algum imponderável está a influenciar o normal funcionamento das instituições, há apenas que assumi-lo responsável e frontalmente. E porque o mundo não pára, limitamo-nos a assistir impávidos ao 'bombardeamento' da Região Autónoma com uma série de factos consumados. Ele é o Fundo de Coesão que não nos reserva nenhuma parte das verbas disponíveis, ele é o Centro Internacional de Negócios da Madeira que, repentinamente, só é defendido pela Oposição. Mas há mais. A outro nível, esperneia-se contra as medidas altamente penalizadoras para a Função Pública e exige-se que os privados 'apanhem' pela mesma medida, como se poupar uns milhares aos Jerónimos Martins, Sá ou Blandy, etc., servisse para atenuar o défice público - que chegou ao que chegou apenas com a péssima e negligente aplicação dos recursos públicos. Fala-se também em protestar, buzinar e faltar ao trabalho. É mesmo disso que precisamos para aumentar a nossa parca produção. O que cada funcionário público deve fazer é denunciar no momento em que vê as vergonhosas patifarias serem arquitectadas no seu departamento; não é passados 10 anos, nem depois de praticamente 'aplaudir' - com conivência e cumplicidade - as 'espertezas' que agora vai ter de pagar com subsídios de férias e de Natal. Jacinto Serrão - Líder do PS-Madeira A sua proposta para acabar com benesses exageradas aos políticos podia parecer demagogia. Mas é oportuna. E fácil de materializar. José Alberto Gonçalves - Presidente da C. Santa Cruz Sem sacudir a 'água do capote' lembrou aquilo que todos sabem: o rosto das eleições Regionais foi Jardim. Para as vitórias e para as derrotas. Bruno Pereira - Presidente do PAC- CIVITAS Vai presidir ao 'Political Advisory Committee' - PAC - órgão de aconselhamento político da Rede de Cidades que integram a CIVITAS. Tranquada Gomes - Deputado do PSD-Madeira É tempo de utilizar, também, o seu comprovado bom senso. Acabar ou limitar mordomias aos políticos não diminui a Autonomia em nada! Cavaco Silva -Presidente da República É figura nacional, com posições que nos tocam também. E que dispensamos! Agora parece dizer o que o Povo quer ouvir. Chega de balelas!
Nau sem rumo
Os funcionários públicos deviam ter protestado quando assistiram às patifarias...