Filipe Caldeira Após uma campanha eleitoral para a qual se trabalhava 24h por dia para inaugurar a tempo e horas o que supostamente, eu e você, vamos ter que pagar e onde se dava de comer e beber a todos os que queriam ou diziam querer abanar bandeiras nos comícios, chegou o momento tão esperado! O "depois" das eleições… Já não há cinto que aperte, nem máquina de fazer furos que faça um novo furo no cinto para ainda o apertar mais. Estão o Governo Regional, as empresas e as famílias tecnicamente falidas. Olhando no tempo, para trás e para a frente, e com dois palmos e meio de testa, não é difícil chegar à seguinte conclusão: andou o Governo Regional a construir o que não podia e a apressar o que não podia para poder inaugurar e conquistar votos…e agora todas as empresas e famílias da Madeira que se lixem!! O Governo não só não paga às construtoras (ou pelo menos a algumas) como a todas as outras empresas. E essas empresas, que muitas delas poderiam ser de sucesso, são quem tem de aguentar para pagar os compromissos económicos, financeiros, sociais e fiscais. A solução passa por reestruturar essas empresas via despedimentos, porque de outra forma não se pode nem se aguenta. Não se pode não pagar salários porque senão vem a inspecção de trabalho; não se pode não pagar impostos porque senão as finanças caem-lhes em cima; não se pode não pagar os créditos aos bancos porque senão fazem-lhes uma penhora. Você ainda se lembra porque é que toda esta minha conversa começou?? Foi pelos consequentes votos, nos últimos 30 anos, num grupo de pseudo-intelectuais que diziam dar um rumo à Madeira. Obrigado Governo Regional da Madeira pelo que causou às empresas e às famílias, e que já se reflecte e se vai agravar nos próximos anos e provavelmente décadas.