A maioria da população ativa do Porto Santo exerce nas áreas do funcionalismo público e do comércio e serviços. A construção civil, outrora pujante, padece da estagnação conhecida. No comércio e serviços, onde se inclui hotelaria e restauração, persiste a volatilidade que deriva da eterna sazonalidade. O pilar mais sólido é o do rendimento disponível que provém do funcionalismo público e que segura a economia, mormente na época baixa. Contudo, mercê dos anunciados cortes drásticos nos subsídios com repercussão no rendimento disponível das famílias, a queda no consumo é previsível e a retração inevitável. O setor do Turismo junta-se ao rol de preocupações: motor da pequena economia insular, dependente do mercado regional e nacional, adivinha-se que será fortemente afetado com a queda abrupta no rendimento dos portugueses. Surge então a temível dúvida: no previsível sufoco financeiro futuro, de que forma será tratado o Porto Santo? A Região Autónoma da Madeira é por vezes referida somente como ilha da Madeira, esquecendo-se que há no arquipélago mais uma ilha habitada: o Porto Santo. Aqui, vivencia-se diariamente a dupla insularidade. Se a Madeira sofrer dupla austeridade, que tipo de austeridade será aplicada no Porto Santo? Assim, a perspetiva de provações futuras impõe que todos os cidadãos conscientes, não só falem em defesa do nosso povo, mas também que arregacem as mangas! Teremos de reencontrar em nós o exemplo da bravura, sacrifício e persistência dos nossos antepassados. *Texto escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico
Renata Sousa, Vereadora do PS-Porto Santo