O movimento Occupy Wall Street em sido o marco da luta pacífica de milhares de pessoas contra as forças económicas e políticas do planeta, que começou em Wall Street e que se espalhou por imensas cidades norte-americanas e cerca de 85 países. Soma já um mês desde o seu início. Os participantes opõem-se às grandes disparidades entre ricos e pobres. Os cerca de 99% dos indivíduos que se sentem roubados pela ganância e corrupção dos restantes 1% vêem-se na fila da frente de uma luta que esperam que se venha a enraizar, defendendo o lema: "Não. Nós não vamos pagar pela sua crise!". Quanto ao nosso país, com as manifestações do passado sábado, sente-se a mesma esperança que todas as pessoas envolvidas têm sentido. No entanto, só ignorando as orientações políticas, apenas com união e sem distúrbios e violência nas nossas marchas, seremos capazes de reaver o que nos têm sido tirado através de inúmeras medidas de austeridade que - segundo Arun Gupta, editor d' O Indypendent, e sou de total acordo - são piadas cruéis; pois, enquanto para uma mínima percentagem de pessoas ser-lhes-ia sacrificada uma lata de caviar, à restante população sacrificar-lhes-iam, pior do que isso, a sua saúde, alimentação,… Daí que, recorrendo ao que disse Naomi Klein, activista canadense, enquanto «pequenos movimentos têm de se contentar com pequenas reformas: os grandes têm a liberdade de sonhar». Logo, cabe-nos a nós a decisão do sonho a atingir e qual o caminho a seguir.
Elisabete Andrade, Colaboradora AAUMa