M. Gomes O clima por todos nós vividos e realmente assustador. As pessoas andam com os nervos à flor da pele. Numa altura em que é cada vez mais difícil discutir a educação, e a forma como educamos as crianças, e adicionando a pressão que todos nos vivemos nesta altura, foi com muito espanto que verifiquei que até na catequese o estado dos ensinamentos são confusos e não se percebe a mensagem que passa. O episódio aconteceu numa sala de catequese na Igreja do Caniço. O que assisti na passada quinta feira foi um espetáculo de autoritarismo no qual a suposta catequista, gritava, e revoltava-se com o comportamento dos seus alunos, pelo facto de estarem a conversar uns com outros. Obviamente, que não é desejável uma bagunça dentro da sala (o que não estava a acontecer) mas deve-se ter esquecido que está a lidar com crianças. E crianças serão sempre crianças. Num sitio e que se deve trocar impressões em grupo, ensinar o respeito, a tolerância, a compreensão, o saber estar, o exemplo praticado por esta senhora foi lamentável. Pregar o respeito, a compreensão, o amor ao próximo de catecismo na mão e logo de seguida "sacar" uma gritaria, provocando um ambiente de frieza e medo dentro da sala, porque no seu entender não pode haver um pio dentro da sala, é de facto lamentável. Não pude ficar indiferente e dirigi-me a ela para perguntar se de facto ela era catequista, ao que ela respondeu que sim. A pergunta só deve ter causado efeito quando voltei a perguntar incrédulo: "VOCÊ é catequista?". Se alguma das minhas crianças lá estivesse, tinha saído na hora. De certeza que existem melhores sítios para descarregar o stress e frustrações que de uma forma ou de outra todos nós enfrentamos.