Filipe Pires Um dia que ficará na memória dos portugueses como tantos outros… Infelizmente, caímos na cantiga do Bandido e levamos nos últimos anos com macetadas que só hoje se fizeram ouvir e que amanhã sentiremos na carteira. A vida continua como dantes, nada mudou e nada mudará… Continuaremos a apertar o cinto até que a "tanguinha" nos caia de vez. Os sacrifícios recaem para os suspeitos do costume mas o lamentável, de toda esta situação, é que a culpa também é nossa, e nunca a quisemos aceitar. Andamos a sacudir a água do capote pelo simples facto que a trovoada passava ao lado! Neste momento, estortegamo-nos na cadeira e olha-mos para o fundinho da carteira a perguntar se os euritos irão chegar! Como vamos sucumbir depois de mais umas facadas anunciadas!? É o momento de todos nós nos perguntarmos por onde andam os colossais volumes de valores que por usurpação lícita de precisões injuntivas peculiares acabaram por ser desviados (roubados)! O porque de obras e obras completamente desnecessárias mas apreciadas porque tocavam-nos uns tostões ou por mimalhices de alamento infantil! Já não se fala do BPN, Buraco da Madeira e tantos outros casos mas o pior é que muitos milhões encalharam num qualquer lugar (indevido talvez) e ninguém quer saber deles. Rico povo é que nos somos! É tempo de olhar para os nossos calos e reflectir sobre toda a nossa produtividade laboral e no mundo que queremos deixar aos nossos filhos com muitas ou sem dívidas, por bertoldice e/ou idiotice. A política fiscal que por excesso de dependência eleitoralista esconde constantemente a informação e volumes de dívidas não poderá continuar nos mesmos parâmetros. Pede-se hoje seriedade, honestidade e franqueza É tempo dos eleitos revelarem coragem, atitude manifestando vontade de mudar o rumo despesista em que nos colocaram. Já estou cansado de apertar o cinto e nem dinheiro tenho para mandar fazer mais um "buraco".