Francisco Leite Monteiro O anúncio pelo Ministro da Economia, no final da reunião da Concertação Social da última quarta-feira, de ser intenção do governo extinguir feriados e acabar com as "pontes", não obstante a celeuma que vai causando, é uma medida que há muito tempo faz todo o sentido e que há mais de 3 anos já se antecipava, tendo a esse propósito escrito vários artigos, um dos quais foi publicado no Diário de 1 de Janeiro de 2010. Então alertava já, para a necessidade de se promover uma racionalização (...) Exemplificando, significaria celebrar o 1 de Maio, Dia do Trabalhador, na primeira 6ª feira do mês de Maio, colado ao fim de semana, com perspectivas muito mais amplas de celebração e de festa. Analogamente a celebração do feriado municipal que é celebrado nas datas mais diversas e é causa de inconveniência para famílias, escolas e empresas, em concelhos limítrofes, muito ganharia com a celebração num mesmo dia, a eleger no caso da RAM entre todos os 11 municípios, numa data colada ao fim de semana. Todavia, como também fui claro, «pela sua natureza, há excepções, como o Natal, o Ano Novo e a Páscoa, cuja celebração só faz sentido nas datas próprias, mas para outros feriados, incluindo alguns dos feriados nacionais comuns ao calendário litúrgico, nada deve obstar a que a sua celebração aconteça na sexta-feira seguinte à da sua comemoração». Finalmente, não menos importante, tendo em vista, simultaneamente, reduzir o número de feriados, é de preconizar a celebração do Dia de Portugal, que desde há alguns anos acontece no dia 10 de Junho, acrescentando à celebração uma maior abrangência, como escrevi, "desde a fundação da nacionalidade até ao presente, para a comemoração única, consagrada ao Portugal eterno». Para tanto a última segunda-feira de Julho, entre as datas das batalhas de Ourique e de Aljubarrota, colada ao fim-de-semana, no mesmo incluindo outros eventos históricos memoráveis, numa celebração ao longo de três dias, seria ocasião rica de significado para «sem esquecer o passado, com os olhos postos no futuro, comemorar Portugal»