No próximo dia 23 de Janeiro, seremos chamados às urnas para escolher aquele que será o Presidente da República para os próximos cinco anos. Entre os candidatos que se perfilham, a escolha é simples: mais cinco anos de Cavaco ou um novo Presidente, que combata os atentados ao estado de direito democrático que, todos os dias, se verificam na Madeira. Votar Cavaco é apoiar quem tem apoiado, ao longo de décadas, um poder regional que persegue pessoas, que intimida e que dá cabo da Democracia na Madeira. Votar Cavaco é votar em quem é responsável pela situação de aflição social a que Portugal chegou. Votar Cavaco é votar em quem, tendo tido responsabilidades de governo neste país, sempre esteve contra as Autonomias e a favor de cortes de dinheiro para a Madeira. Por outro lado, votar Manuel Alegre é votar em quem sempre lutou pela Liberdade e pela Democracia. Votar Alegre é eleger um Presidente que defenderá a Escola Pública, a Saúde acessível a todos de forma gratuita. Votar Alegre é votar em quem não hesitará em olhar para a anormalidade democrática que se vive nesta Região e chamará a contas os 'senhorios da Madeira Nova'. Votar Alegre é colocar na Presidência da República um homem que, mesmo contra o seu partido, esteve contra as alterações ao código do trabalho, que tanto prejudicou os trabalhadores. Talvez, por isso mesmo, se compreenda que alguns 'socialistas regionais ilustres', um deles com responsabilidades governativas nacionais, não apoiem o candidato-poeta, que não se cala perante as atrocidades do actual Executivo. A 23 de Janeiro, a escolha é simples: Cavaco ou Alegre. Eu voto Alegre porque é o que me dá garantias de respeitar as conquistas do 25 de Abril! O resto é paisagem e manobras de diversão para fazer esquecer o que verdadeiramente está em causa!
Roberto Almada