Recolheu mais de 8.500 assinaturas na Madeira e concorreu à Presidência da República. Se chegar ao Palácio de Belém, a primeira medida é dissolver a Assembleia Legislativa da Madeira.
Na campanha que agora decorre para as eleições de 23 de Janeiro usa de duas estratégias, qual general vietnamita Giap: guerrilha na Madeira e guerra convencional no Continente.
O discurso faz-se em três frentes: combate à corrupção, aos altos salários dos políticos e à Justiça. Deixou a carrinha funerária na Madeira mas levou para o continente o mesmo discurso acutilante.
Vai ser poupado na campanha eleitoral e conta gastar pouco mais de 7 mil euros. Os apoios vêm do Povo e dos comerciantes. Não está refém de ideologias e conta passar à segunda volta das Presidenciais para disputar o cargo com Cavaco Silva.
Na Madeira espera ter mais votos do que Manuel Alegre.Para Coelho, Cavaco Silva é um neoliberal cujo expoente máximo está no caso BPN. Manuel Alegre é "um revolucionário que deixou de sonhar". Defensor Moura é um "candidato lebre" de Manuel Alegre. E Francisco Lopes é o candidato para segurar o eleitorado do PCP. O resultado que conta obter terá "um efeito devastador" sobre os partidos da oposição regional nas eleições de Outubro próximo. E não crê que o PSD-M veja em si uma espécie de 'idiota útil' para arrasar ainda mais a oposição.
Sobre o regime jardinista, acredita que "vai ruir por dentro" e nem acredita na renovação pedida por Miguel Albuquerque que se assemelha à da 'Primavera marcelista'.
