Maria João Fernandes Anteontem fui ao circo Dallas e no final do espectáculo o apresentador chamou por um nome ao microfone que por acaso era o meu. Dizendo para a pessoa que ele estava a mencionar se dirigir à bilheteira pois estavam lá objectos que lhe pertenciam. Como era o meu nome fui à bilheteira, pediram-me obviamente a identificação. De imediato entregaram-me os meus cartões de crédito que na confusão da compra dos bilhetes debaixo de chuva caíram sem eu dar por isso. Uma senhora viu-os no chão e entregou-os na bilheteira do referido circo. Quero aqui expressar a minha gratidão a essa senhora que desconheço a identidade e também ao Circo Dallas pela honestidade e o cuidado que tiveram. É de louvar a vossa atitude, os vossos princípios e valores hoje em dia tão ausentes. Ainda no passado Verão aconteceu o contrário num outro sítio onde a minha filha se esqueceu da sua mala na costa duma das cadeiras e quando lá voltamos, a mala e alguns objectos como bloco de notas, canetas, pulseiras estavam, o telemóvel não. É de lamentar a falta de honestidade que por aí abunda e também é de enaltecer a honestidade de quem a pratica.