Luís Humberto Freitas Baptista Começo por dizer que fiquei com o ego "em alta" pelo facto do meu artigo anterior ( "Coelhadas" ) ter estado alguns dias no "top five" do DN online. Como aprendi nas aulas de Sociologia Política com o Prof. Doutor João Bilhim (um madeirense, que é um dos mais conceituados estudiosos de Sociologia Política no país, e que é subaproveitado na sua terra ( ok, sei que foi o "pai" da Reforma da Administração Pública, quer Central quer Regional ). Aprendi com ele, e com as Teorias de Maslow, Herzberg, Vroom, McGregor, Ouchi e tantos outros, que devemos gostar de nós! Na "medida certa" diria eu. O meu artigo tem origem em dois pontos essenciais. Primeiro, numa aula de Mestrado em Economia, o Professor ( antigo Reitor de uma Universidade Pública ) no início diz-nos, por outras palavras ( não ipsis verbis ) "Estou farto! De cardiologia percebem só os cardiologistas ( Prof. Fernando Pádua e outros ), dos Teoremas de Dirichelet, D` Alembert e Cauchy "falam" os matemáticos, mas de Economia, tudo e todos percebem". Segundo, Vasco Pulido Valente (VPV ) - claro que sei que é doutorado em Oxford e Professor da Nova - escreveu um artigo que baralhava conceitos predominantemente económicos. Que VPV perceba de História, até concordo, mas porque "carga de água" há-de ser especialista em Economia. Ele, trocava os conceitos de dívida pública e de défice público. Daí eu ter definido ( definições minhas ) os respectivos conceitos. Ora eu, como Professor de Economia e membro ( 5601 ) da Ordem dos Economistas, tenho o DIREITO de vir a "terreno" defender a minha "dama". Noutro patamar, as minhas referências em termos de literatura económica não são o Prof. Dr. Teixeira dos Santos, longe disso, são Walter Enders, Ben Bernanke, Sala-i-Martin, Robert Barro, Otto Nogami, Pindyck, Rubinfeld e muitos outros. PS: Em primeiro lugar adoro Post`s. Segundo, as pequenas gralhas que escrevo devem-se ao simples facto de escrever tudo "à primeira" e não fazer revisão técnica. Esta, faço-a nos trabalhos que preparo para os meus alunos de Economia. Mas de vez em quando, lá vem uma letra descontextualizada, e digo-lhes "era para ver se estavam com atenção!!". Como diria Fernando Pessa ( e não Pessoa ) "e esta hein!". Terceiro, acho as Cartas do Leitor um espaço de intervenção e participação cívica importantíssimo e que devia ser obrigatório por Lei todos os Diários, Semanários, …, terem um espaço dedicado à intervenção do Povo. Claro que sei que ao escrever exponho "o peito às balas". Mas pior que isso é não escrever, não ter opinião. Uma das "coisas" que faltam à Madeira são 'opinion makers' distanciados dos partidos ( não tenho a presunção de o ser ) e que analisem tudo e todos com um certo distanciamento.